A gestora brasileira OutField antecipou em cerca de um ano e meio a aquisição do controle do Le Mans FC. A decisão foi motivada pelo bom desempenho recente da equipe e pela receptividade das autoridades locais ao projeto apresentado pelos brasileiros.
Segundo o CEO da empresa, Pedro Oliveira, o Le Mans ocupa atualmente a quinta colocação da segunda divisão francesa, a poucos pontos do líder — um cenário bem diferente após anos nas divisões inferiores.
— Nosso plano é, daqui a três ou quatro anos, voltar à Ligue 1, afirmou Oliveira. A OutField havia entrado no capital do clube em agosto do ano passado, inicialmente como acionista minoritária. Agora, com a tomada de controle, a gestora diz já ter investido mais de nove dígitos — pelo menos R$ 100 milhões — entre compra de ações e aportes adicionais. O valor total da aquisição não foi divulgado.
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A consolidação do controle veio acompanhada da entrada do goleiro belga Thibaut Courtois como investidor. Ele se junta a um grupo que já inclui nomes de peso como Novak Djokovic, Felipe Massa, Kevin Magnussen e o empresário Georgios Frangulis, criador da marca Oakberry. Além do clube francês, a OutField também mantém investimentos no Coritiba.
Um dos pilares do projeto é recuperar a tradição formadora do Le Mans. O clube está comprando da prefeitura local o centro de treinamento Pincenardière e pretende relançar o espaço já na próxima temporada, retomando o equivalente francês ao certificado de “clube formador”.
A estratégia mira especialmente jovens promessas da região de Paris e também do continente africano, aproveitando acordos que facilitam a utilização de atletas não europeus no futebol francês.
— A França já é o segundo maior mercado de formação de jogadores do mundo, atrás apenas do Brasil. O Le Mans está muito bem localizado para captar talentos, explicou Pedro Oliveira.
Outro ponto explorado pela gestora é a força internacional da cidade no automobilismo, impulsionada pela tradicional prova 24 Horas de Le Mans. Segundo a OutField, essa projeção global pode ajudar a fortalecer a marca do clube, atrair patrocinadores e abrir novas oportunidades comerciais.
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— O ecossistema do automobilismo faz parte do nosso projeto e pode ajudar a alavancar o nome do Le Mans no cenário internacional, concluiu o CEO. A aposta brasileira agora é transformar o tradicional clube francês em um novo polo esportivo e de formação, com ambição clara: voltar à primeira divisão e ganhar relevância no futebol europeu.