Adail Pinheiro retorna ao comando da Prefeitura de Coari, após decisão do STF
O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), revogou o afastamento de Adail Pinheiro e determinou seu retorno ao cargo de prefeito de Coari, no interior do Amazonas. O político estava afastado desde o dia 16 de setembro, no âmbito da Operação Dinastia do Lago, que investiga suspeitas de fraudes em licitações e desvios de recursos públicos.
Após a decisão, Adail comemorou o retorno ao cargo por meio das redes sociais.
“Hoje retorno ao cargo de prefeito pela graça de Deus e pelo voto soberano da maioria do povo de Coari, que me elegeu pela quarta vez para cuidar da cidade que tanto amo”, escreveu.
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O afastamento havia sido determinado anteriormente pelo ministro Alexandre de Moraes, que também abriu, em abril, um inquérito envolvendo o deputado federal Adail Filho, filho do prefeito de Coari.
As investigações tiveram como um dos pontos de partida a apreensão de aproximadamente R$ 1,25 milhão em dinheiro vivo, transportados por três empresários em um voo entre Manaus e Brasília, em maio de 2025.
Segundo a Polícia Federal, os investigadores identificaram transações consideradas suspeitas e indícios de possíveis desvios relacionados a contratos públicos da Prefeitura de Coari e a emendas parlamentares destinadas pelo deputado Adail Filho.
Somente em contratos públicos, a PF teria identificado cerca de R$ 6 milhões sob investigação.
Uma reportagem publicada pelo portal UOL também apontou que a Polícia Federal havia relacionado os três empresários investigados a Adail Filho e Adail Pinheiro. Na ocasião, o deputado negou qualquer envolvimento com as irregularidades investigadas.
A investigação que levou ao afastamento de Adail Pinheiro aponta para uma suposta atuação coordenada entre empresários, agentes públicos e terceiros. Entre as suspeitas estão direcionamento de licitações, desvio de recursos públicos e movimentações financeiras que teriam sido utilizadas para o pagamento de vantagens indevidas e para ocultar a origem e os destinatários finais dos valores.
Na decisão que determinou o afastamento, Alexandre de Moraes afirmou que as empresas investigadas mantinham contratos com o Município de Coari e que haveria indícios de utilização dessas empresas em supostas fraudes em procedimentos licitatórios.
Moraes também citou a destinação de recursos públicos ao município por meio de emendas parlamentares de autoria de Adail Filho nos anos de 2024 e 2025.
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Com a decisão de Gilmar Mendes, Adail Pinheiro volta ao comando da Prefeitura de Coari, enquanto as investigações sobre as suspeitas apontadas pela Polícia Federal continuam.