A ministra também disse que a ameaça emitida por Rubio merece repúdio e evidencia o desespero do réu com o avanço do julgamento dos golpistas
A ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, e o líder da bancada do PT na Câmara, Lindbergh Farias, saíram em defesa do ministro Alexandre de Moraes, do STF, após o chefe do departamento de Estado de Donald Trump, Marco Rubio, afirmar que "há grande possibilidade" da emissão de sanções contra ele.
A declaração foi feita durante o depoimento do integrante do governo americano na Comissão de Relações Exteriores do Congresso, como informou a colunista do GLOBO Malu Gaspar. A imposição de uma penalidade a Moraes tem sido articulada nos EUA pelo deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que está licenciado da Câmara para morar em território americano.
Na ocasião, o deputado republicano Corry Mills discursou sobre "a perseguição política" da oposição no Brasil, pela iminência de uma “prisão política de Bolsonaro”, e perguntou se Rubio considerava implementar sanções contra o magistrado. Em resposta, o auxiliar de Trump respondeu que "isso está sob análise no momento e há uma grande possibilidade de que isso aconteça”.
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Com a repercussão da declaração, Gleisi classificou como "vergonhosa a conspiração de Bolsonaro com a extrema-direita dos EUA, em busca de intervenção estrangeiro no Judiciário brasileiro". A ministra também disse que a ameaça emitida por Rubio "merece repúdio e evidencia o desespero do réu com o avanço do julgamento dos golpistas".
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Já Lindbergh emitiu uma nota em nome da bancada do PT na qual também criticou a postura de Rubio e disse que o grupo político repudia "qualquer tentativa de interferência externa em assuntos internos do país, especialmente quando se trata de decisões judiciais que visam proteger o Estado Democrático de Direito". "Como bem destacou o ministro, o Brasil deixou de ser colônia em 1822", completou ele.
Fonte: O Globo