O professor e fundador da Unip João Carlos Di Genio
Uma operação do Ministério Público e da Polícia Civil revelou um esquema ousado que tentou aplicar um golpe milionário contra o espólio do empresário João Carlos Di Genio. Segundo as investigações, o grupo teria criado uma verdadeira “fábrica de documentos falsos” para simular uma dívida inexistente que chegou a quase R$ 900 milhões.
De acordo com as autoridades, tudo começou quando uma empresa apresentou uma cobrança de R$ 635 milhões, alegando a existência de um contrato de venda de centenas de imóveis que teria sido assinado pouco antes da morte do empresário. No entanto, perícias indicaram que as assinaturas foram falsificadas com técnicas de montagem e decalque, além do uso de uma nota promissória adulterada para dar aparência de legalidade ao golpe.
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Mesmo após a tentativa inicial fracassar, o grupo teria avançado ainda mais no esquema e usado uma suposta câmara arbitral de fachada para simular um processo judicial. A fraude incluiu até falsificação de assinatura de porteiro para fingir o recebimento de documentos, impedindo que a família tivesse conhecimento da ação. Com isso, o valor da dívida falsa foi inflado para mais de R$ 845 milhões.
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A Justiça reagiu com firmeza e autorizou a prisão temporária de nove suspeitos, além de mandados de busca em várias cidades. Também foi determinado o bloqueio de bens e contas dos investigados, além da suspensão das empresas envolvidas no esquema. Segundo o Ministério Público, a medida tenta evitar novos golpes e impedir a destruição de provas digitais que podem comprometer ainda mais os suspeitos.