Google expandiu o Gemini no Classroom e permitirá que estudantes de diferentes idades utilizem inteligência artificial em tarefas escolares, desde que as escolas autorizem o recurso.
O Google anunciou uma expansão do uso da inteligência artificial Gemini no Google Classroom, permitindo que estudantes do ensino fundamental e médio tenham acesso à ferramenta dentro da plataforma educacional. A novidade amplia a presença da IA nas escolas e intensifica a disputa entre as gigantes da tecnologia pelo espaço no ambiente de aprendizagem.
Até então, o Gemini era disponibilizado automaticamente apenas para usuários maiores de 18 anos. Com a atualização, escolas que autorizarem o recurso poderão oferecer a ferramenta para alunos de diferentes faixas etárias.
Uma nova aba do Gemini foi integrada ao Classroom para auxiliar os estudantes em atividades escolares. A ferramenta poderá responder dúvidas sobre matemática, apoiar a produção de redações, criar guias de estudo, elaborar questionários, produzir cartões de memorização e até gerar imagens relacionadas ao conteúdo das disciplinas.
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Segundo o Google, a integração permitirá que os alunos façam perguntas diretamente sobre materiais e tarefas disponibilizados pelos próprios professores.
A empresa informou que o recurso só ficará disponível nas instituições que habilitarem o aplicativo Gemini ou o Gemini Notebook em suas contas educacionais.
Os administradores poderão liberar o acesso para todos os estudantes ou restringi-lo a grupos específicos, como alunos de determinadas séries.
Mesmo assim, gestores escolares afirmam que as constantes atualizações das ferramentas de IA dificultam o acompanhamento das mudanças implementadas pela empresa.
DEBATE SOBRE PRIVACIDADE E APRENDIZAGEM
A expansão do Gemini ocorre em meio ao cresimento da disputa entre Google, Apple, Microsoft, OpenAI e Anthropic pelo mercado educacional.
Ao mesmo tempo, grupos de pais e especialistas manifestam preocupação com o uso de inteligência artificial por crianças e adolescentes. Entre os principais alertas estão possíveis impactos na privacidade dos estudantes, riscos relacionados à segurança dos dados e a dependência excessiva da IA para produzir resumos, respostas e materiais de estudo.
O Google também anunciou que pretende lançar, ainda neste semestre, uma configuração capaz de personalizar recomendações na Busca para estudantes menores de 18 anos que utilizam contas escolares.
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A empresa afirma que o sistema poderá utilizar informações da atividade do usuário nos serviços do Google para tornar as respostas mais relevantes ao conteúdo estudado. A função, porém, também poderá ser desativada pelas instituições de ensino.