FGV e do Instituto Tanalona propõem criação de um “Sistema Nacional” de Clima para o Brasil
Pesquisadores e especialistas da Fundação Getúlio Vargas (FGV) e do Instituto Talanoa lançaram, na última semana, uma proposta inédita de modelo de governança climática para o Brasil. Segundo eles, a forma como a política climática brasileira está estruturada atualmente é defasada e centralizada, diminuindo sua eficácia.
De acordo com a pesquisa realizada pelas organizações, apesar de registrar experiências de políticas ambientais bem sucedidas, o Brasil não dispõe de um sistema robusto com mecanismos, estruturas e políticas climáticas bem definidos.
Para os especialistas, a governança climática atual segue uma lógica centralizada, que não responde à altura e nem na velocidade das demandas locais, e não estimula que soluções colaborativas emerjam dos diferentes setores sociais que podem contribuir.“A governança ancorada nos anos 2000, quando a magnitude dos impactos climáticos era outra, requer atualização adequada às atuais demandas e ambições brasileiras, tanto na agenda de mitigação de emissões de gases de efeito estufa quanto na adaptação a um mundo mais quente”, disse o Talanoa.
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Além disso, eles apontam para uma falta de clareza na distinção entre o que é ambiental e o que é climático dentro das formulações de ações e políticas, abordagem que, além de ser equivocada, interferiria no ciclo das políticas públicas que incidem no tratamento da emergência climática.
Foto: Reprodução
“É preciso que a gestão pública assuma que a política climática transcende o tema ambiental, e que deve ser lida como um pano de fundo”, argumenta o relatório lançado sobre o assunto.
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Segundo os especialistas, é vital ainda compreender e abordar a agenda climática a partir de um olhar intersetorial e transversal, uma vez que os impactos do aquecimento global são sentidos em todas as dinâmicas sociais, como saúde, educação, cultura, infraestrutura etc.
Fonte: O Eco