Com R$ 678 milhões em licitação, intervenções avançam na rodovia entre Manaus e Porto Velho
O governo federal tem avançado com obras e novos investimentos na BR-319, rodovia que liga Manaus a Porto Velho, mesmo diante de pendências ambientais ainda não solucionadas. O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) autorizou o início de intervenções estruturais e serviços de manutenção, além da publicação de editais que, somados, ultrapassam R$ 1 bilhão em investimentos.
Um dos principais focos é o chamado “trecho do meio”, considerado o mais crítico da rodovia, com cerca de 339 quilômetros. Para essa área, está prevista a abertura de uma licitação em abril, com investimento estimado em aproximadamente R$ 678 milhões. Apesar do avanço, esse segmento é justamente o que concentra maiores desafios ambientais e ainda depende de licenciamento mais complexo.
Além da pavimentação, o governo também autorizou a construção de uma ponte sobre o rio Igapó-Açu, orçada em mais de R$ 40 milhões, e a contratação de serviços de conservação ao longo da estrada. As medidas fazem parte de um esforçopara melhorar a infraestrutura e garantir a trafegabilidade da rodovia, considerada estratégica para a integração da região Norte.
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No entanto, especialistas e organizações ambientais alertam que o avanço das obras sem a conclusão dos estudos e das licenças pode ampliar riscos de desmatamento, grilagem de terras e impactos sobre unidades de conservação e comunidades locais. A região atravessada pela BR-319 é uma das mais sensíveis da Amazônia, o que torna o processo de licenciamento mais rigoroso e alvo de debates há décadas.

Foto: Reprodução
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O caso evidencia o impasse entre desenvolvimento e preservação ambiental, com o governo tentando acelerar projetos considerados estratégicos, enquanto ambientalistas defendem maior cautela e cumprimento de todas as etapas legais antes do avanço definitivo das obras.