Medicamento de alto custo passará a ser fabricado no Brasil, reduzindo preço e beneficiando pacientes da rede pública.
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, anunciou nesta quinta-feira a produção nacional do medicamento pembrolizumabe, conhecido comercialmente como Keytruda, que passará a ser oferecido pelo Sistema Único de Saúde.
A iniciativa é resultado de uma parceria entre o Ministério da Saúde, o Instituto Butantan e a farmacêutica MSD Brasil. O anúncio foi feito durante o evento “Diálogo Internacional – Desafios e Oportunidades para a Cooperação em Tecnologias em Saúde”, realizado no Rio de Janeiro, com a participação de representantes de cerca de 20 países.
Considerado uma das imunoterapias mais avançadas no tratamento oncológico, o pembrolizumabe pode ser utilizado contra mais de 30 tipos de câncer. Atualmente, no SUS, seu uso é restrito ao tratamento de melanoma, forma mais agressiva de câncer de pele, após recomendação da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS.
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Com a transferência de tecnologia para produção nacional, o governo pretende reduzir significativamente o custo do medicamento e ampliar seu acesso. A expectativa é que a Conitec avalie, em reunião prevista para os dias 8 e 9 de abril, a inclusão do remédio no tratamento de outros tipos de câncer, como os de esôfago, colo do útero, pulmão e mama triplo negativo.
Antes dessa iniciativa, pacientes que buscavam o tratamento fora da rede pública precisavam arcar com valores elevados — cerca de R$ 27 mil por frasco na rede privada. Já no SUS, o acesso era limitado e, em muitos casos, dependia de solicitações específicas às secretarias de saúde ou de decisões judiciais.
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A produção nacional do medicamento é vista como um avanço estratégico para o sistema de saúde, ao permitir maior autonomia, redução de custos e ampliação do acesso a terapias inovadoras para pacientes oncológicos em todo o país.