Medidas incluem fiscalização do frete mínimo e controle de preços de combustíveis para evitar paralisação nacional
O governo federal intensificou a mobilização para evitar uma possível greve dos caminhoneiros, diante da insatisfação da categoria com o aumento no preço do diesel. A paralisação vem sendo discutida por entidades do setor e pode ganhar força nos próximos dias.
Nesta quarta-feira (18), o ministro dos Transportes, Renan Filho, deve anunciar medidas voltadas ao reforço da fiscalização do cumprimento da tabela do piso mínimo do frete. A proposta também prevê punições mais rigorosas para empresas que descumprirem a regra.
Segundo o ministro, a iniciativa busca garantir remuneração justa aos caminhoneiros e equilibrar a concorrência no setor de transporte. “A ideia é tornar o modelo mais efetivo e assegurar que o frete mínimo seja respeitado”, afirmou.
Veja também

Brasil registra menor mortalidade infantil em mais de três décadas, aponta relatório da ONU
São Paulo retoma obrigatoriedade do Hino Nacional em escolas públicas e privadas
Em paralelo, o governo ampliou a fiscalização sobre os preços dos combustíveis. De acordo com o Ministério da Justiça e Segurança Pública, uma força-tarefa já inspecionou 669 postos em 16 estados, além de distribuidoras e refinarias.
O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, destacou a importância da participação da população na denúncia de irregularidades, por meio dos Procons estaduais.
IMPACTO DAS MEDIDAS ECONÔMICAS
Para tentar conter a pressão sobre o diesel, o governo zerou as alíquotas de PIS e Cofins e passou a conceder subsídios ao combustível. A medida pode reduzir o preço em cerca de R$ 0,32 por litro.
Mesmo assim, a Petrobras reajustou o valor do dieselnas refinarias em 11,6%, o que gerou insatisfação entre os transportadores.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que o governo tem adotado medidas para minimizar os impactos da guerra no Oriente Médio sobre a economia brasileira.
DIVERGÊNCIAS NO GOVERNO
O vice-presidente Geraldo Alckmin avalia que não há motivos suficientes para uma greve, citando as ações já adotadas para conter a alta dos combustíveis.
Já o ministro da Justiça evitou comentar possíveis respostas caso a paralisação se concretize, afirmando que não é prudente trabalhar com hipóteses neste momento.
Entidades como a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes e Logística, a Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores e o Sindicato dos Caminhoneiros de Santos já manifestaram apoio a uma possível paralisação.
Curtiu? Siga o PORTAL DO ZACARIAS no Facebook, Twitter e no Instagram.
Entre no nosso Grupo de WhatApp, Canal e Telegram
Segundo Wallace Landim, conhecido como Chorão, assembleias com representantes da categoria indicaram adesão à greve em diversos estados, aumentando a pressão sobre o governo.