Há discussões sobre devolução dos valores pagos para ter autorização a operar ou reequilíbrio dos contratos, caso a proibição seja parcial
O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva avalia como lidar com cerca de R$ 2,5 bilhões pagos pelas empresas de apostas para obter autorização de funcionamento no Brasil. A discussão ganhou força diante da possibilidade de restrições ao setor ou até mesmo de uma proibição total das bets.
Segundo dados do Ministério da Fazenda, 85 autorizações foram concedidas até setembro de 2026, com cada empresa pagando R$ 30 milhões pela outorga. Em caso de proibição completa das apostas, uma das possibilidades discutidas dentro do governo é devolver os valores pagos pelas empresas.
Se a mudança for parcial, atingindo principalmente os cassinos on-line, outra alternativa seria buscar um reequilíbrio econômico-financeiro dos contratos. Entre as opções estão a extensão do prazo das autorizações ou a devolução de parte dos valores desembolsados pelas empresas.
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A possibilidade de mudança nas regras ocorre após Lula declarar publicamente que pretende acabar com as bets. O governo também avalia uma medida provisória para alterar o funcionamento do setor, enquanto diferentes áreas da administração discutem os impactos financeiros e jurídicos de uma eventual proibição.
Além das outorgas, uma proibição poderia afetar a arrecadação de impostos e outros recursos gerados pelas apostas legalizadas. O Ministério da Fazenda e integrantes do governo avaliam justamente como compensar esses efeitos caso o mercado seja reduzido ou encerrado.
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A decisão ainda estava em discussão nesta quarta-feira (23). O cenário também envolve possíveis disputas judiciais, já que as empresas receberam autorização oficial para operar e fizeram investimentos com base nas regras estabelecidas pelo governo.