Ministério das Cidades afirma que fundo usado para garantia de empréstimos não terá recursos para novos financiamentos
O governo federal estuda destinar mais R$ 750 milhões ao programa de financiamento para reforma de moradias com o objetivo de evitar a interrupção das operações já nas próximas semanas. A preocupação é garantir a continuidade da iniciativa diante da alta procura pelos financiamentos, em um momento de forte movimentação política às vésperas das eleições.
De acordo com integrantes da equipe econômica e do Ministério das Cidades, os recursos seriam utilizados de forma emergencial para manter a linha de crédito funcionando enquanto o governo busca alternativas para ampliar o orçamento do programa. A avaliação é de que, sem um novo aporte financeiro, a contratação de novas operações poderá ser suspensa ainda neste mês.
Criado para financiar pequenas obras e melhorias em residências, o programa permite que famílias realizem reformas como ampliação de cômodos, troca de telhados, instalação de banheiros, melhorias na rede elétrica e outros serviços voltados à segurança e à qualidade da moradia. Segundo o Ministério das Cidades, cerca de R$ 3 bilhões já foram contratados até julho, e a expectativa é encerrar o ano com aproximadamente R$ 7 bilhões em financiamentos.
Veja também

Desenrola Brasil 2.0 é prorrogado até 31 de agosto para brasileiros renegociarem dívidas com bancos
Nos bastidores, a discussão sobre a liberação dos recursos ocorre em meio ao calendário eleitoral, já que programas habitacionais costumam ter forte impacto social e político. O governo busca evitar que a interrupção dos financiamentos provoque desgaste e prejudique milhares de famílias que aguardam a liberação do crédito para concluir reformas em suas casas.
Curtiu? Siga o PORTAL DO ZACARIAS no Facebook, Twitter e no Instagram.
Entre no nosso Grupo de WhatApp, Canal e Telegram
A decisão final sobre o reforço orçamentário ainda depende de análises da equipe econômica e da disponibilidade de recursos. Enquanto isso, o governo trabalha para impedir que o programa seja paralisado e garantir a continuidade dos financiamentos destinados à melhoria das condições de moradia em todo o país.