Secretário executivo da Fazenda, Dario Durigan
O governo federal está analisando permitir o uso de recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para que brasileiros possam quitar dívidas, conforme discutido por ministros da área econômica em reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A proposta faz parte de um pacote de medidas voltadas a reduzir o endividamento das famílias e aliviar o orçamento doméstico, em um momento em que a inflação e os juros pressionam os consumidores.
A ideia em debate envolve criar condições para que o trabalhador utilize uma parte do saldo do FGTS para pagar débitos em atraso ou reorganizar suas finanças. A avaliação está sendo feita em conjunto com o Ministério do Trabalho, e o ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse que essa liberação pode ser adotada caso seja considerada uma solução viável para o refinanciamento de dívidas.
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A proposta ainda está em fase de estudo e não há confirmação de que haverá mudanças nas regras atuais, que hoje permitem o uso do FGTS em situações específicas, como demissão sem justa causa, compra da casa própria ou doenças graves. Autoridades debatem os impactos financeiros e legais antes de qualquer decisão final.
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Economistas alertam que permitir o saque para pagamento de dívidas poderia dar alívio imediato à população, mas também reduziria a proteção financeira que o FGTS oferece ao trabalhador em situações como desemprego ou emergências. A discussão continua em andamento no Palácio do Planalto.