Tarifa de 25% sobre produtos brasileiros foi anunciada na semana passada, após o governo americano encerrar uma investigação comercial de cerca de um ano. Nova tarifa exclui uma extensa lista de produtos
O governo federal inicia nesta terça-feira (21) uma rodada de reuniões com representantes dos setores da economia que serão afetados pela nova tarifa de 25% imposta pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros. A sobretaxa entra em vigor nesta quarta-feira (22), aumentando a pressão sobre empresas exportadoras e o governo brasileiro.
Os encontros serão coordenados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) e devem contar com a participação do vice-presidente Geraldo Alckmin e do ministro da Fazenda, Dario Durigan. O objetivo é identificar os principais impactos da medida e discutir alternativas para proteger empresas e empregos.
Segundo o governo brasileiro, cerca de 18% das exportações destinadas aos Estados Unidos serão atingidas pela nova tarifa. A medida foi anunciada pelo governo de Donald Trump após uma investigação comercial que durou aproximadamente um ano.
Veja também

Banco Central prepara mudança que permitirá Pix Automático em contas-salário
O ministro Dario Durigan afirmou que o governo já possui mecanismos de proteção para auxiliar os setores prejudicados. O chamado Plano Brasil Soberano, criado anteriormente para reduzir os efeitos de medidas comerciais americanas, deverá ser ampliado para atender as empresas atingidas pela nova sobretaxa.
A expectativa é que as reuniões sirvam para mapear os prejuízos de cada segmento e definir medidas de apoio para reduzir os efeitos do tarifaço sobre a economia brasileira. Entre as preocupações estão a perda de competitividade dos produtos nacionais no mercado americano e os possíveis impactos sobre a produção e os empregos.
Curtiu? Siga o PORTAL DO ZACARIAS no Facebook, Twitter e no Instagram.
Entre no nosso Grupo de WhatApp, Canal e Telegram
Com a entrada da tarifa em vigor nesta quarta-feira, o governo também mantém os esforços diplomáticos para tentar negociar com Washington. Enquanto isso, Brasília prepara novas ações para tentar minimizar os efeitos da medida sobre os exportadores brasileiros.