As paleotocas, que são estruturas subterrâneas escavadas por animais pré-históricos e consideradas patrimônio geológicos
A criação de uma nova unidade de conservação pelo governo federal tem gerado controvérsia ao deixar de fora áreas consideradas sensíveis do ponto de vista ambiental e cultural.
Embora a medida tenha sido apresentada como um avanço na proteção da biodiversidade, trechos importantes — incluindo territórios ocupados por comunidades quilombolas e regiões com paleotocas — ficaram fora dos limites da reserva.
As paleotocas, que são estruturas subterrâneas escavadas por animais pré-históricos e consideradas patrimônio geológico, estão entre os locais excluídos.
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Além disso, comunidades quilombolas que vivem há décadas na região também não foram contempladas pela área protegida, o que levanta questionamentos sobre a efetividade da política ambiental adotada.

Especialistas e pesquisadores alertam que essas áreas possuem grande relevância tanto para a preservação da história natural quanto para a manutenção de modos de vida tradicionais. A exclusão pode abrir espaço para atividades econômicas potencialmente impactantes, como mineração ou desmatamento, colocando em risco esses patrimônios.

Fotos: Reprodução
Críticos da decisão apontam que a delimitação da reserva teria sido influenciada por interesses econômicos e pressões políticas, resultando em uma proteção parcial do território. Já defensores da medida argumentam que a criação da unidade ainda representa um avanço, mesmo com as limitações.
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O caso reacende o debate sobre como equilibrar conservação ambiental, interesses econômicos e os direitos de populações tradicionais, evidenciando os desafios enfrentados na implementação de políticas públicas no país.