Alto custo e dúvidas sobre eficácia coletiva pesaram na decisão, que ainda pode ser revista.
O Ministério da Saúde anunciou que a vacina contra a meningite do tipo B não será incorporada, neste momento, ao calendário do Sistema Único de Saúde (SUS) para crianças menores de um ano. A decisão foi publicada no Diário Oficial da União nesta sexta-feira (17/4).
Atualmente, o SUS já disponibiliza imunizantes contra outros tipos da doença, como a meningocócica C, destinada a bebês, e a ACWY, aplicada em adolescentes e como reforço infantil, além da BCG ao nascer. Mesmo assim, o sorogrupo B é o mais frequente no país hoje.
De acordo com a Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec), a não inclusão da vacina 4CMenB levou em conta critérios técnicos e econômicos. Entre os fatores analisados estão o alto custo do imunizante e o impacto financeiro para o sistema público, além de estudos que apontaram baixa relação custo-benefício para uma adoção em larga escala.
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Também foram consideradas incertezas sobre o tempo de proteção da vacina e seu efeito na redução da circulação da bactéria, aspecto importante para a chamada imunidade coletiva. Apesar disso, o Ministério da Saúde destacou que a decisão não é definitiva e pode ser reavaliada futuramente com base em novas evidências científicas.
Com a ausência da vacina na rede pública, pais que desejarem imunizar seus filhos contra o meningococo B precisarão recorrer à rede privada. Cada dose custa, em média, entre R$ 600 e R$ 750, e o esquema vacinal completo pode ultrapassar R$ 2 mil.
A meningite causada pelo sorogrupo B é considerada uma das formas mais graves da doença, com evolução rápida e risco elevado de morte. No Brasil, a taxa de letalidade chega a 17,7%, e muitos sobreviventes podem apresentar sequelas permanentes, como perda auditiva, amputações e comprometimentos neurológicos.
Os sintomas iniciais podem ser confundidos com os de uma gripe, o que dificulta o diagnóstico precoce. Em bebês, sinais como irritabilidade, febre ou temperatura baixa, choro intenso e alterações na moleira devem acender o alerta. Em crianças maiores, febre alta súbita, dor de cabeça, vômitos e sensibilidade à luz são comuns.
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Um dos principais sinais de gravidade é o aparecimento de manchas vermelhas ou arroxeadas na pele, que não desaparecem ao serem pressionadas. Nesses casos, a recomendação é buscar atendimento médico imediato.