Sindicatos patronais e setor de serviços pressionam por transição de quatro anos sob argumento de melhor adaptação do mercado de trabalho
O governo federal pretende intensificar a articulação política para garantir que a transição para o fim da escala de trabalho 6x1 ocorra em um prazo máximo de dois anos. A proposta faz parte das negociações em torno da PEC que altera a jornada semanal no país.
A ideia em discussão prevê uma redução gradual da carga horária, passando das atuais 44 horas semanais para 40 horas até 2028. O plano do Executivo é acelerar a mudança e consolidar a adoção de um modelo com mais dias de descanso em um período mais curto.
Nos bastidores, no entanto, há resistência. Representantes do setor de serviços e sindicatos patronais defendem uma transição mais longa, de até quatro anos, sob o argumento de que o mercado de trabalho precisaria de mais tempo para se adaptar às novas regras.
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A proposta mais extensa também é vista com simpatia por parte da cúpula do Congresso. O presidente da Câmara, Hugo Motta, avalia que um prazo maior pode facilitar a implementação sem impactos bruscos para empresas e empregos.
Já o relator da proposta, Leo Prates, trabalha com um texto que mantém a transição em dois anos, alinhado à estratégia do governo.
A articulação política também envolve o Senado. O presidente da Casa, Davi Alcolumbre, deve participar das negociações para evitar mudanças no texto aprovado pelos deputados.
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O objetivo do Palácio do Planalto é garantir a aprovação e promulgação da proposta ainda antes do período eleitoral, acelerando uma das principais agendas trabalhistas em discussão no país.