Márcio Elias Rosa, ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, participou nas negociações
Integrantes do governo federal afirmaram que recusaram uma proposta apresentada pelos Estados Unidos durante as negociações sobre o tarifaço de 25% imposto a produtos brasileiros. Segundo o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, a sugestão previa que o Brasil limitasse investimentos estatais e estrangeiros no setor de minerais críticos, considerados estratégicos para a indústria de tecnologia.
De acordo com o ministro, a proposta seguia o modelo de acordos firmados pelos EUA com países como Reino Unido e Austrália. O objetivo seria restringir investimentos de empresas e governos considerados "não orientados pelo mercado", medida que, na avaliação do governo brasileiro, comprometeria a soberania nacional sobre recursos minerais.
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Márcio Elias Rosa afirmou que o Brasil rejeitou imediatamente a proposta, destacando que minerais críticos e terras raras pertencem ao povo brasileiro e são fundamentais para o desenvolvimento econômico e tecnológico do país. Segundo ele, o governo não aceitará medidas que limitem o controle nacional sobre esses recursos estratégicos.
Entre os chamados minerais críticos estão o lítio, nióbio, cobalto, grafite e as terras raras, matérias-primas essenciais para a fabricação de baterias, veículos elétricos, equipamentos eletrônicos e tecnologias de defesa. O Brasil possui cerca de 8% das reservas mundiais de lítio e concentra mais de 93% das reservas globais de nióbio.
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A disputa pelo acesso a esses minerais ganhou importância diante da crescente competição entre Estados Unidos e China. Atualmente, os chineses lideram a produção e o processamento de terras raras, enquanto Washington busca ampliar o fornecimento desses materiais por meio de parcerias com países considerados estratégicos, como o Brasil.