Secretaria afirma que 99 suspeitos já foram identificados
O governo do Rio de Janeiro divulgou em coletiva nesta sexta-feira (31) que já foram identificados 99 suspeitos mortos na megaoperação policial nos complexos da Penha e do Alemão, na última terça (28). Segundo o secretário de Polícia Civil do Rio de Janeiro, delegado Felipe Curi, ao todo foram 117 suspeitos mortos.
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Durante a coletiva, a polícia fez um balanço geral da Operação Contenção, que tinha objetivo de desarticular o avanço de território do Comando Vermelho (CV): além dos mortos, foram 113 suspeitos presos, sendo 40 de outros estados e 10 adolescentes apreendidos. Do total de detidos, 54 contam com anotações criminais.
Entre os 99 mortos já identificados, 42 tinham mandados de prisão pendentes e pelo menos 78 "com relevante histórico criminal", afirma o secretário.
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"Não podemos mais tratar essa organziação como facção criminosa, é preciso chamá-la pelo nome: são narcoterroristas" , diz Curi.
Na coletiva, o governo também começou a identificar alguns dos mortos. São eles: Russo, chefe do tráfico em Vitória; Chico Rato, chefe do tráfico em Manaus; Mazola, chefe do tráfico em feira de Santana; Fernando Henrique dos Santos, chefe do tráfico em Goiás.
A polícia também divulgou o estado de origem dos 40 supeitos mortos na ação, que integrariam o comando vermelho: 13 do Pará, sete do Amazonas, seis da Bahia, quatro do Ceará, quatro de Goiás, três do Espírito Santo, um da Paraíba e um do Mato Grosso.
GOVERNADOR HAVIA FEITO BALANÇO INICIAL
O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), publicou momentos antes da coletiva um vídeo em suas redes sociais com o balanço inicial sobre as investigações sobre os mortos na megaoperação policial da última terça (28). Segundo ele, 59 dos suspeitos mortos foram identificados, todos com histórico criminal.
MEGAOPERAÇÃO POLICIAL
A ação que envolveu 2.500 agentes das polícias Civis e Militar nos complexos do Alemão e da Penha, nesta terça (28), tinha como objetivo desarticular o Comando Vermelho e evitar sua expansão territorial.
A operação iniciou nas primeiras horas do dia e foi até o anoitecer, com o saldo de 121 mortes, sendo 117 suspeitos e quatro policiais. Foram presos 113 suspeitos e apreendidos 91 fuzis e uma tonelada de droga.
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O principal alvo da polícia, Edgar Alves de Andrade, conhecido como Doca, conseguiu escapar. Ele é apontado como o maior chefe do CV em liberdade. Esta foi a operação policial mais letal da história do Rio de Janeiro, que repercutiu em todo o mundo.
Fonte: IG