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Governo dos EUA acusa Brasil de não combater PCC e Comando Vermelho com firmeza
Foto: Divulgação

Documento assinado por Donald Trump afirma que as facções transformaram o país em um centro do fluxo internacional de cocaína, mas não coloca o Brasil entre os principais produtores ou territórios de trânsito de drogas

O governo dos Estados Unidos acusou o Brasil de não adotar medidas suficientes contra o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV). As duas facções foram classificadas por Washington como Organizações Terroristas Estrangeiras em junho deste ano.

 

A avaliação consta da determinação presidencial sobre países considerados relevantes para o trânsito ou a produção de drogas ilícitas no ano fiscal de 2027. O documento, assinado pelo presidente Donald Trump, foi encaminhado ao Congresso americano na terça-feira (15) e divulgado nesta quarta (16).

 

Segundo o governo americano, o Brasil não teria enfrentado de forma suficiente as duas organizações, que, na avaliação de Washington, transformaram o país em um ponto importante para o fluxo internacional de cocaína. O documento também afirma que as facções representam uma ameaça à segurança internacional.

 

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Apesar das críticas, o Brasil não aparece na relação dos países classificados pelos Estados Unidos como grandes territórios de trânsito ou produtores de drogas ilícitas. A lista inclui países como Colômbia, México, Venezuela, Peru, Equador e Bolívia.

 

A própria determinação ressalta que a inclusão nessa relação não significa, necessariamente, uma avaliação negativa das políticas antidrogas de cada governo. O critério também considera fatores geográficos, comerciais e econômicos que podem facilitar a produção ou a circulação de entorpecentes.

 

COBRANÇA DOS ESTADOS UNIDOS

 

No documento, Washington afirma que o governo brasileiro deveria adotar medidas mais efetivas contra o PCC e o Comando Vermelho. A determinação, porém, não detalha quais ações específicas seriam esperadas das autoridades brasileiras nem apresenta, no trecho citado, estimativas sobre o volume de drogas atribuído às duas facções.

 

A crítica aparece em uma seção dedicada à atuação de governos do Hemisfério Ocidental no combate ao narcotráfico e a organizações classificadas pelos Estados Unidos como ligadas ao chamado narcoterrorismo.

 

As designações do PCC e do CV como Organizações Terroristas Estrangeiras passaram a valer em 5 de junho de 2026, após publicação no Federal Register. A medida foi assinada pelo secretário de Estado americano, Marco Rubio.

 

PRESSÃO SOBRE O COMBATEAO TRÁFICO

 

A divulgação do documento ocorre em meio ao endurecimento da política antidrogas do governo Trump. Nos últimos meses, Washington ampliou medidas contra organizações criminosas transnacionais e passou a utilizar instrumentos previstos na legislação antiterrorismo contra grupos da América Latina.

 

Nesta quarta-feira (16), o Comando Sul dos Estados Unidos também informou uma nova ação contra uma embarcação no Oceano Pacífico que, segundo as autoridades americanas, estaria envolvida com o tráfico de drogas.

 

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O documento sobre o Brasil faz parte da estratégia mais ampla do governo americano para pressionar países considerados relevantes nas rotas internacionais de entorpecentes. 

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