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Governo entra em alerta com avanço do El Niño e reforça ações para evitar secas, enchentes e incêndios florestais
Foto: Reprodução

Encontros entre ministérios, institutos de pesquisa e universidades serão realizados para acompanhar o fenômeno climático

O governo federal decidiu intensificar o monitoramento dos efeitos do fenômeno El Niño diante da preocupação com possíveis eventos climáticos extremos nos próximos meses. Órgãos federais e instituições de pesquisa passarão a realizar reuniões semanais para acompanhar a evolução do fenômeno e definir estratégias de prevenção em todo o país.

 

Até agora, representantes do Ministério do Meio Ambiente, do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) já realizaram três encontros técnicos para avaliar o cenário.

 

Segundo especialistas, o El Niño já está configurado e seus efeitos começam a ser observados em diferentes regiões do planeta. No Brasil, os impactos devem ocorrer de forma gradual, com consequências distintas de acordo com cada região.

 

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Na Região Sul, a previsão é de aumento das chuvas durante a primavera, elevando o risco de enchentes, alagamentos e deslizamentos. Já nas regiões Norte e Nordeste, os efeitos devem ser sentidos principalmente entre o verão e o outono de 2027, com redução das chuvas, aumento das temperaturas e possibilidade de secas mais severas.

 

Especialistas alertam que o fenômeno não é o único responsável pelos desastres naturais. Segundo pesquisadores, os impactos mais graves costumam ocorrer quando eventos extremos encontram cidades sem infraestrutura adequada para suportar grandes volumes de chuva ou longos períodos de estiagem.

 

Diante desse cenário, o governo também retomou a Sala de Situação sobre Incêndios Florestais, grupo formado por 13 ministérios e nove autarquias federais responsável por monitorar áreas de risco e coordenar respostas emergenciais.

 

Uma das principais preocupações é o aumento da incidência de queimadas. Para reforçar o combate ao fogo, mais de 4,6 mil profissionais serão mobilizados em todo o país entre brigadistas, servidores do Ibama e do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).

 

O número é superior ao registrado no ano passado e integra um conjunto de medidas adotadas para enfrentar os possíveis impactos do El Niño.

 

Além disso, o Ministério do Meio Ambiente mantém em vigor uma portaria que declara situação de emergência ambiental em áreas consideradas vulneráveis a incêndios florestais. A medida permite a contratação emergencial de brigadistas e amplia a capacidade de resposta dos órgãos ambientais durante os períodos mais críticos.

 

Especialistas acompanham com atenção a evolução da temperatura das águas do Oceano Pacífico, fator determinante para definir a intensidade do fenômeno. Quanto maior o aquecimento e mais tempo ele persistir, maiores tendem a ser os impactos provocados pelo El Niño.

 

Apesar da preocupação, os pesquisadores afirmam que ainda é cedo para saber se o evento atingirá níveis moderados, fortes ou extremos. As próximas medições, especialmente durante a primavera, serão decisivas para indicar o comportamento do fenômeno nos próximos meses.

 

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Enquanto isso, o governo aposta na prevenção para evitar que secas, enchentes, ondas de calor e incêndios florestais provoquem prejuízos ainda maiores à população brasileira. 

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