O projeto foi lançado em novembro do ano passado durante a cúpula do G20, então presidido pelo Brasil
Em entrevista exclusiva, titular do Desenvolvimento, Wellington Dias, diz que medida é avaliada diante da alta dos preços de alimentos e que espera menos beneficiários "porque as pessoas estão superando pobreza".
As próximas semanas serão intensas para o ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), Wellington Dias. A partir desta semana, sua pasta planeja atrair mais países para a Aliança Global Contra a Fome e a Pobreza durante a primeira reunião da iniciativa em Roma. O projeto foi lançado em novembro do ano passado durante a cúpula do G20, então presidido pelo Brasil.
Ao mesmo tempo, Dias prepara um relatório sobre sua pasta para apresentar ao presidente Lula até março. É nesse documento que estará uma das decisões mais relevantes desde que o ministro assumiu o cargo, há dois anos: sobre uma mudança no valor repassado aos beneficiários do programa de transferência de renda Bolsa Família, cartão de visitas do governo federal.
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"O problema é o preço do alimento, que teve essa elevação brusca do fim do ano passado para cá", admite Dias, em entrevista exclusiva à DW na sede do ministério, em Brasília (DF).
O ministro se refere e à inflação de pouco mais de 8% do custo da comida no Brasil em 2024, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) no último dia 10 de janeiro. A elevação geral dos preços (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo, IPCA) foi de 4,8%.
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"Vamos tomar uma decisão dialogando com o presidente, porque isso repercute. Será um ajuste? Será um complemento na alimentação?", pergunta, para, então, admitir que mexer no valor do repasse "está na mesa". A seguir, trechos da conversa que a DW teve com Wellington Dias na última terça-feira (04/02), em Brasília.
Fonte: CNN