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Governo Lula prevê que negociação sobre tarifas dos EUA pode ficar para depois das eleições
Foto: Divulgação

Planalto avalia que eventual sobretaxa norte-americana poderá ser discutida apenas após o pleito de 2026, dependendo da decisão dos Estados Unidos.

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva trabalha com a possibilidade de que uma eventual negociação sobre as novas tarifas anunciadas pelos Estados Unidos contra produtos brasileiros seja adiada para depois das eleições de 2026. A avaliação é feita por integrantes do Palácio do Planalto diante da expectativa de que o governo norte-americano aguarde o desfecho do cenário político brasileiro antes de avançar nas tratativas.

 

A preocupação surgiu após a proposta do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) de aplicar uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros. A medida faz parte de uma investigação comercial iniciada em 2025 e pode ser confirmada pelo governo do presidente Donald Trump.

 

Nos bastidores, auxiliares de Lula avaliam que, caso a sobretaxa seja implementada, os Estados Unidos poderão reduzir a urgência das negociações e esperar o resultado das eleições presidenciais para definir os rumos das conversas com o futuro governo brasileiro.

 

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O Planalto afirma que ainda não é possível antecipar a decisão oficial da Casa Branca, mas acompanha atentamente o processo. A estratégia do governo brasileiro é aguardar a divulgação da lista de produtos que poderão ser atingidos antes de definir eventuais medidas de resposta ou ações de reciprocidade.

 

Entre os pontos questionados pelo USTR estão o sistema de pagamentos instantâneos Pix, administrado pelo Banco Central, além de temas relacionados ao comércio digital, decisões judiciais envolvendo plataformas digitais, política para o etanol, propriedade intelectual e outras práticas comerciais consideradas pelos norte-americanos como desfavoráveis às empresas dos Estados Unidos.

 

O governo brasileiro sinaliza que não pretende fazer concessões em temas considerados estratégicos, como o funcionamento do Pix e a política de importação de etanol. Segundo integrantes da equipe econômica, qualquer reação dependerá da extensão das medidas adotadas pelos Estados Unidos e dos setores efetivamente impactados.

 

O debate também ganhou repercussão política após o senador Flávio Bolsonaro enviar um documento ao USTR sugerindo que a discussão sobre as tarifas fosse adiada para depois das eleições de 2026. No texto, o parlamentar argumenta que uma decisão imediata poderia interferir no cenário político brasileiro. A manifestação foi posteriormente utilizada pelo presidente Lula para criticar a posição do senador.

 

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Enquanto aguarda a decisão definitiva do governo norte-americano, o Palácio do Planalto afirma que continuará acompanhando o caso e definirá sua estratégia somente após conhecer os detalhes da eventual aplicação das novas tarifas. 

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