Recursos devem ajudar a estatal a cumprir o plano de reestruturação e recuperar o equilíbrio financeiro.
O governo federal prevê destinar R$ 6 bilhões aos Correios em 2027. O valor foi incluído no Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA), que será encaminhado ao Congresso Nacional nesta segunda-feira (31), e está relacionado ao acordo de empréstimos firmado pela estatal no fim de 2025.
Segundo os ministérios das Comunicações, da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos e do Planejamento e Orçamento, o aporte tem como objetivo garantir liquidez à empresa e permitir o avanço das medidas previstas no plano de reestruturação financeira.
Em nota divulgada neste domingo (30), os ministros afirmaram que os Correios vêm adotando medidas para reduzir despesas, ampliar a receita operacional e melhorar o fluxo de caixa desde o lançamento do programa, em dezembro de 2025.
Veja também

Conta de luz terá bandeira amarela pelo quinto mês seguido em setembro
Pé-de-Meia começa a pagar parcela de agosto nesta segunda (24); veja quem recebe
Os dados do segundo trimestre de 2026, divulgados no sábado (29), também apontam melhora em alguns indicadores da empresa. De acordo com o governo, os custos dos serviços chegaram a R$ 7,6 bilhões no primeiro semestre, ficando 14% abaixo do valor projetado para o período.
As despesas com pessoal tiveram redução de aproximadamente 4%, resultado atribuído, em parte, ao Plano de Demissão Voluntária (PDV).
Outro indicador citado pelo governo foi o Ebitda, que ficou R$ 910 milhões acima da previsão, uma diferença de 18% em relação ao valor estimado.
O aporte está relacionado a uma das condições estabelecidas pelos bancos que concederam empréstimos aos Correios no fim de 2025. Entre as instituições envolvidas estão Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Bradesco, Itaú e Santander.
Até o momento, porém, o Tesouro Nacional não repassou recursos diretamente à estatal. O governo atua como garantidor da operação, assumindo a responsabilidade caso os Correios não consigam cumprir os pagamentos.
O Executivo também informou que a empresa conseguiu melhorar o perfil de sua dívida durante o primeiro semestre. Segundo o governo, os Correios encerraram o período sem empréstimos com vencimento no curto prazo, além de terem quitado uma dívida considerada mais cara e ampliado o prazo de outra operação de 18 para 180 meses.
REESTRUTURAÇÃO CONTINUA
Apesar dos resultados apresentados, o governo considera necessário reforçar o caixa da estatal para garantir a continuidade do processo de recuperação.
Os ministros responsáveis pela supervisão dos Correios afirmaram que o aporte previsto no orçamento de 2027 dará à empresa maior estabilidade para negociar com clientes e fornecedores e colocar em prática as próximas etapas do plano de reestruturação.
Curtiu? Siga o PORTAL DO ZACARIAS no Facebook, Twitter e no Instagram
Entre no nosso Grupo de WhatApp, Canal e Telegram
A expectativa era de que parte dos recursos pudesse ser liberada ainda em 2026. No entanto, os bloqueios no Orçamento Federal, estimados em cerca de R$ 17,9 bilhões, reduziram o espaço fiscal disponível para novos aportes.