Alta do petróleo e risco ao abastecimento colocam equipe econômica em alerta
O governo federal intensificou a análise de cenários diante da possibilidade de prolongamento do conflito no Oriente Médio, especialmente envolvendo o Irã. A principal preocupação está nos reflexos econômicos, com destaque para a alta do petróleo e eventuais impactos no abastecimento de combustíveis.
A incerteza sobre a duração da guerra tem dificultado projeções mais precisas. Internamente, a equipe econômica já revisou suas expectativas: o que antes era visto como um conflito de curta duração agora passa a ser considerado um cenário potencialmente prolongado, influenciado também pelas decisões do ex-presidente Donald Trump e pela resposta iraniana.
Caso o confronto se estenda por meses, o impacto no mercado global de petróleo tende a ser significativo, podendo elevar os preços e até comprometer a logística de transporte do insumo. Uma eventual desmobilização dessas estruturas poderia atrasar a normalização do abastecimento mesmo após o fim da guerra.
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Diante desse cenário, o governo brasileiro já trabalha com um conjunto de medidas para diferentes prazos. Algumas ações já foram colocadas em prática, como a redução de tributos federais (PIS/Cofins), a criação de uma subvenção de R$ 10 bilhões para o diesel e o reforço na fiscalização da cadeia de distribuição, além do cumprimento do piso mínimo do frete para caminhoneiros.
Outra frente em negociação envolve a redução do ICMS sobre o diesel importado, com a União assumindo parte das perdas de arrecadação dos estados. Dependendo da evolução da crise, essa discussão pode ser ampliada para o diesel produzido no país, o que exigiria compensações ainda maiores, já que a arrecadação desse imposto é elevada.
O aumento do subsídio ao diesel também está entre as alternativas analisadas, embora dependa de espaço fiscal. Paralelamente, o governo espera maior participação da Petrobras na contenção dos preços, em meio a críticas recentes sobre a perda de controle estatal após privatizações no setor de refino e distribuição.
Medidas adicionais chegaram a ser debatidas, como o aumento da mistura de etanol na gasolina e de biodiesel no diesel, mas questões técnicas, como possíveis danos aos motores, levaram ao adiamento dessas propostas.
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Cenários mais extremos, como o barril de petróleo atingindo US$ 150, ainda não são considerados no momento. Em situações mais críticas, há a possibilidade de decretação de estado de calamidade pública, o que ampliaria a capacidade de atuação do governo. No entanto, essa alternativa é vista como remota por enquanto.