Estado diz que repasses da gratuidade estudantil foram realizados e atribui impasse ao não cumprimento de exigências judiciais pelo sindicato.
O Governo do Amazonas rebateu as declarações do Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Amazonas (Sinetram) e negou a existência de uma dívida de R$ 44 milhões relacionada aos repasses da gratuidade estudantil em 2026.
Segundo o Executivo estadual, parte dos recursos já foi transferida às empresas. O governo informou que repassou R$ 31 milhões referentes ao exercício anterior e que os demais valores foram depositados em juízo, aguardando o cumprimento de determinações da Justiça para serem liberados.
De acordo com o Estado, o Sinetram ainda não assinou a Petição Conjunta exigida pela Justiça do Amazonas e também não apresentou a totalidade dos dados sobre as viagens realizadas por estudantes, informações consideradas essenciais para validar os cálculos dos repasses.
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As declarações do governo foram divulgadas enquanto o Sinetram concedia entrevista coletiva para afirmar que enfrenta dificuldades financeiras devido à falta de repasses. O sindicato sustenta que o sistema de transporte acumula prejuízos e cobra a liberação dos recursos.
Em resposta, o diretor do Sinetram, Cesar Tadeu Teixeira, afirmou que não houve consenso entre as partes para a assinatura do documento exigido pela Justiça e defendeu a continuidade das negociações com o Estado, a Prefeitura e os representantes dos trabalhadores.
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Apesar do impasse, a frota de ônibus segue operando com cerca de 80% da capacidade nos horários de maior movimento em Manaus.