Lula negociou prioridades com Motta e Alcolumbre, mas 6x1, PEC da Segurança, Orçamento ficam para pós-eleições, com Congresso mais incerto
Com Câmara e Senado praticamente esvaziados nas próximas semanas por causa das eleições, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva tenta preservar acordos políticos para deixar encaminhada a agenda que será retomada após o primeiro turno, marcado para 4 de outubro. A estratégia é evitar que o Planalto precise começar do zero uma nova rodada de negociações com o Centrão.
Lula já buscou entendimento com os presidentes da Câmara, Hugo Motta, e do Senado, Davi Alcolumbre, além de líderes partidários. O governo considera importante manter esses compromissos porque o cenário político pode mudar depois das urnas, com parlamentares reeleitos, derrotados ou eleitos para outros cargos e partidos de centro já disputando espaços na próxima legislatura.
Entre as principais pautas que ficaram pelo caminho estão o fim da escala 6x1, a PEC da Segurança Pública e a Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2027. A proposta que prevê o fim da jornada 6x1, uma das principais bandeiras eleitorais de Lula, foi aprovada na Comissão de Constituição e Justiça do Senado, mas a votação no plenário foi adiada para depois do primeiro turno.
Veja também

Zanin pede responsabilização de Deltan Dallagnol após exposição de sigilo fiscal
“NÃO PRECISA PAGAR A GENTE, NÃO”: quando a compra de votos se torna tão comum que já parece normal
O Planalto tenta manter os acordos construídos antes do esvaziamento do Congresso para reduzir o espaço de novas cobranças políticas quando os trabalhos forem retomados. A avaliação dentro do governo é que chegar ao período pós-eleitoral com parte das pautas previamente negociada pode facilitar a aprovação de projetos e diminuir a dependência de uma nova composição com o Centrão.
Curtiu? Siga o PORTAL DO ZACARIAS no Facebook, Twitter e no Instagram.
Entre no nosso Grupo de WhatApp, Canal e Telegram
O desafio, porém, será lidar com um Congresso que poderá voltar das urnas com uma correlação de forças diferente. Além das mudanças entre os parlamentares, partidos de centro já discutem a formação da próxima legislatura, a distribuição de espaços no governo, as emendas e o comando da Câmara e do Senado. Nesse cenário, o governo tenta se antecipar às disputas para preservar sua agenda e evitar que cada votação importante se transforme em uma nova batalha por apoio.