Integrantes do governo federal avaliam que as críticas dos Estados Unidos ao Pix estão relacionadas ao potencial do sistema brasileiro de pagamentos para ampliar transações financeiras sem a necessidade do uso do dólar.
Nos bastidores, autoridades brasileiras entendem que o Pix deixou de ser apenas uma ferramenta de pagamentos domésticos e passou a ser visto como um modelo capaz de ser adotado por outros países, reduzindo a dependência de sistemas financeiros tradicionais ligados à economia norte-americana.
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Segundo essa avaliação, a preocupação do governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, não estaria restrita à concorrência com empresas de cartões de crédito, mas também ao impacto que plataformas de pagamento instantâneo podem ter nas operações internacionais realizadas fora da esfera de influência do dólar.
Recentemente, o Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) mencionou o Pix em discussões sobre práticas consideradas desfavoráveis a empresas americanas. O tema passou a integrar as tensões comerciais entre Brasil e Estados Unidos, ao lado de outras questões regulatórias e econômicas.
O governo brasileiro, por sua vez, tem defendido o sistema desenvolvido pelo Banco Central, destacando que o Pix ampliou a inclusão financeira, reduziu custos de transação e se consolidou como uma das principais formas de pagamento utilizadas pela população.
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Criado em 2020, o Pix tornou-se um dos sistemas de pagamento instantâneo mais utilizados do mundo, permitindo transferências e pagamentos em poucos segundos, a qualquer hora do dia, sem cobrança de tarifas para a maioria das pessoas físicas.