História de coragem e cuidado multidisciplinar marca parto prematuro que salvou mãe e bebê.
Um caso marcado por desafios extremos e muita determinação tem emocionado milhares de pessoas nas redes sociais. A professora Elisflavia Rodrigues da Assunção Guimarães, de 37 anos, enfrentou uma gestação de alto risco após ser diagnosticada, ainda no pré-natal, com câncer avançado no intestino, já com metástase nos ovários.
O acompanhamento era realizado no Hospital América, sob os cuidados do ginecologista obstetra Clayton Souza Fortunato Filho. Segundo o especialista, o quadro exigiu respostas rápidas e integração entre diversas áreas médicas desde os primeiros sinais de alerta.
Durante a gestação, que já apresentava complicações como hipertensão e diabetes gestacional, exames identificaram aumento abdominal significativo e alterações nos ovários. Investigações mais detalhadas confirmaram a presença de um tumor no sigmoide com metástases, caracterizando um câncer em estágio avançado.
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Inicialmente, a equipe buscou prolongar a gravidez até pelo menos 34 semanas, visando maior segurança para o bebê antes do início do tratamento oncológico. No entanto, a piora clínica da paciente incluindo dificuldade para se alimentar e acúmulo de líquido abdominal levou à decisão de antecipar o parto.
A cesariana foi realizada com 31 semanas e 3 dias, em um procedimento de alta complexidade que mobilizou uma equipe multidisciplinar. Além do nascimento da pequena Olívia, os médicos conseguiram realizar uma redução parcial da massa tumoral, contribuindo para o tratamento da mãe.
Apesar dos riscos envolvidos, que incluíam complicações graves, Elisflavia manteve a confiança na equipe médica e na fé durante todo o processo. Ela relembra que o período foi marcado por incertezas, mas com foco total na saúde da filha.
A mobilização em torno do caso foi além da estrutura técnica. A paciente contou com apoio psicológico e acolhimento humanizado durante toda a internação, o que ajudou a enfrentar o momento delicado.
Olívia nasceu prematura, mas apresentou boa evolução clínica. Após passar pela UTI neonatal, recebeu alta e já está em casa com a família, com desenvolvimento compatível à idade gestacional.
Nos dias seguintes ao parto, Elisflavia também apresentou melhora significativa e iniciou o acompanhamento para tratamento do câncer, trazendo esperança para sua recuperação.
Para os médicos, o caso reforça a importância do pré-natal rigoroso e da atuação integrada entre diferentes especialidades, especialmente em situações raras e complexas como o diagnóstico de câncer durante a gestação.
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A história, que começou cercada de incertezas, hoje representa um exemplo de resistência, cuidado e esperança — e termina com um sentimento predominante de gratidão por parte da mãe, que reconhece o esforço de todos os profissionais envolvidos.