Casos recentes de mulheres que engravidaram em idade considerada avançada chamam atenção para os avanços da reprodução assistida. Especialistas explicam quais são as possibilidades e os riscos de uma gestação tardia
Engravidar após os 45 anos ainda é possível, mas as chances de uma gestação natural diminuem significativamente com o avanço da idade. A redução da reserva ovariana e, principalmente, da qualidade dos óvulos faz com que o chamado relógio biológico tenha um papel importante na fertilidade feminina.
A reprodução assistida pode ampliar as possibilidades, mas não consegue eliminar os efeitos do envelhecimento dos óvulos. Técnicas como a fertilização in vitro podem ser utilizadas, inclusive com óvulos previamente congelados, porém os resultados dependem da idade em que os óvulos foram obtidos e das condições de saúde da mulher.
Uma das alternativas para mulheres acima dos 45 anos é o uso de óvulos doados. Nesse caso, os óvulos de uma doadora são fertilizados em laboratório e o embrião é posteriormente transferido para o útero da paciente. A estratégia pode aumentar as chances de gravidez porque utiliza óvulos de uma mulher mais jovem.
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Mesmo quando a gravidez é conseguida, a idade materna está associada a maior risco de complicações durante a gestação, como hipertensão, diabetes gestacional e alterações cromossômicas. Por isso, uma avaliação médica antes da tentativa de engravidar é importante para analisar riscos e condições clínicas.
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Especialistas ressaltam que não existe uma técnica capaz de simplesmente “parar” o relógio biológico. O congelamento de óvulos pode preservar as possibilidades reprodutivas quando realizado mais cedo, enquanto a reprodução assistida oferece alternativas para casos específicos. A indicação deve ser individualizada, considerando idade, histórico médico, reserva ovariana e o método escolhido.