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Greve histórica: 15 mil enfermeiros cruzam os braços em hospitais privados de Nova York
Foto: Timothy A. Clary/AFP

Autoridades declararam estado de emergência devido à paralisação das atividades

Cerca de 15 mil enfermeiros entraram em greve nesta segunda-feira em três grandes grupos hospitalares privados da cidade de Nova York, nos Estados Unidos, em protesto por melhores salários e condições de trabalho. Diante da paralisação, as autoridades declararam estado de emergência, já que milhares de atendimentos foram afetados.

 

De acordo com a Associação de Enfermeiras do Estado de Nova York (NYSNA), a greve ocorre após meses de negociações frustradas para um novo contrato de trabalho. A entidade afirma que esta é a maior greve de enfermeiros da história da cidade. Linhas de piquete foram montadas em diversos hospitais privados, incluindo unidades do New York-Presbyterian, Montefiore Bronx e Mount Sinai.

 

A presidente da NYSNA, Nancy Hagans, acusou as administrações hospitalares de priorizarem o lucro em detrimento da segurança. Segundo ela, os executivos forçaram os profissionais a cruzarem os braços ao se recusarem a discutir pontos considerados essenciais, como a segurança dos pacientes e dos próprios enfermeiros.

 

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Autoridades declararam estado de emergência devido à paralisação das atividades em Nova York — Foto: Timothy A. Clary/AFP

Autoridades decretaram estado de emergência em

Nova York após paralisação das atividades 

(Foto: Timothy A. Clary/AFP)

 


O prefeito de Nova York, Zohran Mamdani, manifestou apoio ao movimento grevista e relembrou o papel fundamental dos enfermeiros em momentos críticos da história da cidade, como os atentados de 11 de setembro e durante a pandemia da Covid-19, quando, segundo ele, muitos trabalharam mesmo colocando a própria saúde em risco. Mamdani apelou para que as partes retornem imediatamente às negociações e cheguem a um acordo de boa-fé.

 

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Em resposta à greve, os grupos hospitalares envolvidos deram alta ou transferiram pacientes, cancelaram cirurgias e contrataram profissionais temporários para manter o atendimento. Um porta-voz do Mount Sinai afirmou que a NYSNA se recusou a recuar em exigências consideradas “extremas” e disse que o hospital conta com 1.400 enfermeiros temporários para garantir o funcionamento das unidades enquanto durar a paralisação. 

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