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Grupo que lançou jovem sem cordas em salto radical cobrava até o dobro do valor de empresas regularizadas
Foto: Reprodução

Jovem lançada sem corda em rope jump: empresa cobrava R$ 180 por salto e tinha outras cinco datas anunciadas

As investigações sobre a morte da jovem Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, durante um salto de rope jump em Limeira, no interior de São Paulo, revelaram detalhes alarmantes sobre a atuação do grupo responsável pela atividade.

 

Segundo a Polícia Civil, o grupo operava de forma informal e cobrava até o dobro do valor praticado por empresas regularizadas no mercado. O salto feito por Maria Eduarda custou R$ 180, sem contar taxas extras cobradas pela gravação em vídeo. Em empresas legalizadas, o valor médio desse tipo de atividade costuma girar em torno de R$ 90.

 

As investigações apontam que a organização funcionava sem estrutura adequada de segurança e utilizava as redes sociais para atrair participantes, explorando vídeos com potencial de viralização para ganhar visibilidade e conquistar novos clientes. Testemunhas relataram que o grupo mantinha até um esquema de orientações voltadas para produzir conteúdos chamativos para internet.

 

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Maria Eduarda morreu após ser arremessada da ponte sem estar presa às cordas de segurança. De acordo com a polícia, ela deveria estar conectada a dois cabos, mas nenhum deles foi instalado antes do salto.

 

Suspeitos de apagar conteúdos digitais e de desaparecer com a câmera que gravava o salto que resultou na morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, em Limeira (SP) — Foto: Wesley Justino/EPTV

Foto: Wesley Justino/EPTV

 

O caso gerou grande repercussão e reacendeu o debate sobre a falta de regulamentação específica para o rope jump no Brasil. Atualmente, embora a prática não seja proibida, especialistas alertam para um verdadeiro limbo jurídico e falhas na fiscalização da atividade.

 

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Até o momento, seis pessoas foram presas no decorrer das investigações, e o caso segue sendo apurado pela Polícia Civil. 

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