Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Kuwait e Iraque ampliam oleodutos e armazenamento de petróleo para reduzir a dependência da principal rota de exportação da região, que teve fluxo diário cair de 20 milhões para 3,7 milhões de barris
A guerra envolvendo o Irã levou países do Golfo a acelerarem planos para reduzir a dependência do Estreito de Ormuz, uma das principais rotas para o transporte mundial de petróleo. A região ganhou ainda mais importância diante dos riscos de interrupções no fluxo de navios e do impacto que um bloqueio poderia provocar sobre os mercados internacionais.
O Estreito de Ormuz fica entre o Irã e Omã e é responsável pela passagem de uma parcela significativa da produção de petróleo e gás do Oriente Médio. Por isso, qualquer ameaça à navegação na região pode afetar o abastecimento de energia e provocar aumento dos preços no mercado global.
Diante do cenário de tensão, países produtores da região passaram a buscar alternativas para transportar sua produção sem depender exclusivamente da rota marítima. Entre as estratégias estão a ampliação de oleodutos, o aumento da capacidade de terminais de exportação e a criação de caminhos alternativos para escoar petróleo e derivados.
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A preocupação aumentou com a possibilidade de ataques ou restrições à circulação de embarcações em meio ao conflito. Além dos países do Golfo, grandes consumidores de energia acompanham a situação de perto, já que uma interrupção prolongada poderia elevar os custos de combustíveis e pressionar a inflação em diferentes economias.
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Os investimentos em novas rotas, porém, não eliminam completamente a importância do Estreito de Ormuz no comércio internacional de energia. A região continua sendo um ponto estratégico para o mercado mundial, e o avanço da guerra aumenta a pressão para que os países produtores encontrem alternativas capazes de reduzir os riscos de uma eventual interrupção no transporte.