O navio de assalto anfíbio USS Tripoli, da Marinha dos EUA
A tensão no Oriente Médio está chegando a níveis explosivos e pode piorar a qualquer momento. Os Estados Unidos estariam se preparando para colocar tropas em solo do Irã, em uma possível escalada da guerra no Golfo Pérsico que já vem deixando mortos e centenas de feridos.
Segundo informações reveladas pelo jornal The Washington Post, o Pentágono já trabalha com cenários de operações terrestres que poderiam durar semanas ou até meses. A decisão final estaria nas mãos do presidente Donald Trump, que vem alternando entre discursos de paz e ameaças de destruição total.
Diferente de uma invasão em larga escala, os planos envolvem incursões rápidas e extremamente perigosas com forças especiais e tropas de infantaria. Na prática, isso significa colocar militares diretamente dentro do território iraniano, cercados por ameaças de drones, mísseis, emboscadas e explosivos.
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Os alvos já estariam sendo discutidos dentro do governo americano. Um dos principais pontos é a Ilha de Kharg, considerada vital para a exportação de petróleo do país. Outra área estratégica é o Estreito de Ormuz, onde o Irã teria capacidade de atacar navios comerciais e militares.
O risco é gigantesco. Só no último mês, 13 soldados americanos morreram em diferentes ataques e acidentes na região, além de mais de 300 militares feridos após ações retaliatórias iranianas. Especialistas alertam que colocar tropas em território inimigo pode transformá-las em alvos fáceis, praticamente presos em zonas de ataque constante.
Enquanto isso, dentro dos próprios Estados Unidos, a população demonstra forte rejeição à ideia de uma guerra terrestre. Pesquisas indicam que a maioria dos americanos é contra enviar soldados para o Irã, o que pode impactar diretamente o apoio político a Trump em ano eleitoral.
Mesmo assim, o envio de milhares de militares para o Oriente Médio já está em andamento, incluindo unidades de fuzileiros navais preparadas para combate direto. Analistas afirmam que os planos de guerra não são improvisados e já foram simulados diversas vezes, o que mostra que o cenário pode estar mais próximo de acontecer do que muitos imaginam.
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Nos bastidores, o que mais preocupa é o “dia seguinte”. Especialistas dizem que invadir pode até ser relativamente rápido, mas manter tropas vivas dentro do território iraniano seria o verdadeiro pesadelo. Em um ambiente hostil e cercado por ameaças, qualquer erro pode custar dezenas ou até centenas de vidas.