Explosões foram ouvidas em Teerã e diversas outras cidades iranianas na manhã deste sábado
O mundo amanheceu em choque neste sábado (28) após um ataque coordenado dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã deixar um rastro de destruição e morte. Segundo a imprensa iraniana, com base em dados da rede humanitária Crescente Vermelho, 201 pessoas morreram e outras 747 ficaram feridas.
Explosões sacudiram a capital Teerã e diversas cidades estratégicas do país. Em resposta, o Irã lançou mísseis contra território israelense e atacou bases militares americanas espalhadas pelo Oriente Médio, elevando a tensão a um nível considerado explosivo.
De acordo com Israel, o aiatolá Ali Khamenei e o presidente Masoud Pezeshkian teriam sido alvos diretos da ofensiva, mas até o momento não há confirmação oficial sobre o que realmente aconteceu com as lideranças iranianas.
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Irã revida e lança mísseis contra Israel após ataque dos Estados Unidos
O Exército americano informou que nenhum militar dos EUA ficou ferido. Já o governo dos Estados Unidos afirmou que os danos às suas bases após a retaliação iraniana foram “mínimos”.
O estratégico Estreito de Ormuz foi fechado por motivos de segurança, aumentando o temor de impacto imediato no mercado mundial de petróleo.
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INSTABILIDADE
Horas antes, fontes afirmaram que Ali Khamenei não estaria em Teerã, mas o paradeiro do líder supremo não foi divulgado. A agência estatal IRNA informou que o presidente iraniano está em segurança.
O ministro das Relações Exteriores do Irã declarou que o país pode ter perdido comandantes importantes. Fontes internacionais apontam que o ministro da Defesa e o comandante da Guarda Revolucionária estariam entre os mortos.
Diante do cenário de guerra, companhias aéreas suspenderam voos para o Oriente Médio. As operações no aeroporto de Dubai foram paralisadas e dois voos que saíram do Brasil com destino à região precisaram retornar.
O que se sabe do ataque de EUA e Israel:
• Mísseis atingiram áreas próximas ao palácio presidencial e instalações usadas pelo líder supremo em Teerã.
• Explosões foram ouvidas em várias cidades iranianas.
• O Exército israelense afirma ter atingido “centenas de alvos militares”.
• Autoridades iranianas relatam mortes de autoridades militares de alto escalão.
• Estudantes e civis estariam entre as vítimas em diferentes regiões do país.
O que se sabe sobre a retaliação do Irã:
• Mísseis e drones foram lançados contra Israel, com sirenes de alerta acionadas.
• Explosões foram registradas em países do Golfo que abrigam bases americanas.
• Sistemas de defesa antimísseis foram ativados em vários territórios da região.
• Há registros de vítimas em países vizinhos após impactos de mísseis.
Contexto: Essa é a segunda vez em menos de um ano que os EUA atacam o Irã. Em 2025, uma operação norte-americana já havia bombardeado estruturas nucleares iranianas em apoio a Israel.
TRUMP DIZ QUE OBJETIVO É DESTRUIR PROGRAMA NUCLEAR DO IRÃ
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O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que o objetivo da ofensiva é destruir o programa nuclear iraniano e proteger o povo americano. Militares classificaram a operação como uma ação de grande escala e não descartam novos desdobramentos nos próximos dias.
Trump declarou que o regime iraniano não pode continuar ameaçando a estabilidade global e voltou a pressionar por mudanças internas no país.
NETANYAHU FALA EM 'ELIMINAR AMEAÇA EXISTENCIAL'
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou que a operação tem como meta eliminar o que chamou de “ameaça existencial” representada pelo regime iraniano.
Segundo ele, a ação abre caminho para que o povo iraniano “assuma o controle do próprio destino”.
IRÃ CHAMA ATAQUE DE 'AGRESSÃO MILITAR CRIMINOSA'
O Ministério das Relações Exteriores do Irã classificou o ataque como uma “agressão militar criminosa” e acusou EUA e Israel de colocarem a paz mundial em risco. Em nota oficial, o governo prometeu resposta firme e declarou estar pronto para defender a integridade do país.
TENSÃO ENTRE OS EUA E O IRÃ
As negociações sobre o programa nuclear vinham ocorrendo nos últimos dias, mas a ofensiva militar interrompeu qualquer tentativa de acordo.
Os EUA exigem que o Irã interrompa o enriquecimento de urânio, alegando risco de desenvolvimento de armas nucleares. O governo iraniano insiste que o programa tem fins pacíficos.
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CERCO NO ORIENTE MÉDIO
Os Estados Unidos reforçaram sua presença militar na região nas últimas semanas, ampliando o número de tropas, navios e aeronaves em países vizinhos ao Irã.
Enquanto isso, o Irã realizou exercícios militares com Rússia e China e reforçou a proteção de suas instalações estratégicas.
ONDA DE PROTESTOS
O país já vinha enfrentando instabilidade interna, com protestos contra o regime e forte repressão governamental. A tensão política e econômica agravou o cenário nos últimos meses.
CRISE NO IRÃ

Fotos: Reprodução
Com inflação elevada, moeda desvalorizada e sanções internacionais, o Irã enfrenta uma das piores crises econômicas de sua história recente. O rial perdeu valor significativo frente ao dólar e o descontentamento popular aumentou.
Desde a Revolução Islâmica de 1979, o país é governado por um regime teocrático liderado pelo aiatolá Ali Khamenei.
DISPUTA ANTIGA
As tensões entre Irã e Estados Unidos se arrastam há décadas. Sanções, ataques indiretos e confrontos diplomáticos marcaram essa relação conturbada.
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O ataque deste sábado reacende o temor de um conflito regional de grandes proporções, com potencial de impactar todo o planeta.