Mestra pela Unicamp, a gastroenterologista Maria Júlia Colossi frisa sobre a contaminação pela H. pylori, bactéria que coloniza o intestino
A infecção pela bactéria Helicobacter pylori, conhecida como H. pylori, é uma das mais comuns no mundo e continua sendo um importante problema de saúde pública. Estima-se que cerca de metade da população global já tenha tido contato com o micro-organismo, que pode causar gastrite, úlceras e até câncer gástrico em casos mais graves.
De acordo com especialistas, entender como ocorre a transmissão da bactéria é um desafio, já que ela pode se espalhar por diferentes vias e, muitas vezes, de forma silenciosa. A gastroenterologista Maria Júlia Colossi destaca que a infecção costuma acontecer ainda na infância e pode permanecer no organismo por muitos anos sem apresentar sintomas evidentes.
Entre as formas mais comuns de contágio está o contato direto entre pessoas. A transmissão pode ocorrer pela saliva — como em beijos ou compartilhamento de utensílios —, o que caracteriza a chamada via oral-oral. Além disso, a bactéria também pode ser transmitida por meio de fluidos gástricos, especialmente em situações de vômito ou refluxo, conhecida como via gastro-oral.
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Outra forma frequente de infecção é a via fecal-oral. Nesse caso, a bactéria pode ser adquirida ao ingerir água ou alimentos contaminados, geralmente em locais com condições inadequadas de higiene e saneamento. Esse tipo de transmissão reforça a relação entre a H. pylori e fatores socioeconômicos, já que regiões com menor infraestrutura tendem a apresentar maior prevalência da infecção.
A bactéria também pode estar presente na placa dentária, na saliva e nas fezes de pessoas infectadas, o que facilita sua disseminação no convívio cotidiano. Isso explica por que hábitos simples, como não lavar as mãos corretamente ou compartilhar objetos pessoais, podem contribuir para o contágio.

Foto: Reprodução
Apesar de ser comum, a infecção não afeta todas as pessoas da mesma forma. Em muitos casos, o organismo consegue conviver com a bactéria sem apresentar sintomas. No entanto, quando há colonização persistente, podem surgir problemas como inflamação no estômago, úlceras e, em situações mais graves, câncer gástrico.
Diante disso, especialistas reforçam a importância de medidas preventivas simples, como manter bons hábitos de higiene, consumir água tratada e evitar compartilhar utensílios pessoais. Além disso, ao apresentar sintomas gastrointestinais persistentes, é fundamental buscar avaliação médica para diagnóstico e tratamento adequado.
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O alerta dos especialistas mostra que, embora comum, a infecção por H. pylori exige atenção — especialmente porque pode permanecer silenciosa por anos e só se manifestar quando já há complicações instaladas.