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Há 12 anos, Tucum transforma arte indígena em impacto social e econômico
Foto: Divulgação

Em 2025, a Tucum celebra 12 anos de uma trajetória dedicada à valorização da arte, dos saberes e das culturas dos povos indígenas. Desde sua fundação, a iniciativa tem se consolidado como uma das principais referências no país quando o assunto é difusão da arte indígena contemporânea, geração de renda para comunidades e fortalecimento de narrativas próprias sobre a Amazônia e os povos indígenas.

 

A trajetória da Tucum começa em 2013, a partir da vivência da fundadora, Amanda Santana, com os povos Kayapó e Krahô, uma experiência que transformou sua visão sobre arte, território e ancestralidade. No encontro, surgiu o propósito de criar um negócio capaz de aproximar pessoas e culturas, compartilhando os conhecimentos que vêm da floresta e reconhecendo a arte indígena como tecnologia de vida, memória e resistência.

 

Hoje, a Tucum atua em parceria com centenas de comunidades indígenas em todas as regiões do Brasil, mobilizando mais de 2.500 artesãs e artesãos, que encontram no propósito da Tucum, um canal direto de comercialização, autonomia e geração de renda. Na Amazônia, essa atuação abrange nove Estados, 56 territórios e quatro unidades de conservação.

 

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A Tucum é um dos negócios do portfólio da Amaz Aceleradora de Impacto, iniciativa coordenada pelo Idesam para fomentar startups que têm impacto socioambiental na Amazônia. A marca entrou no programa de aceleração em 2020, ainda na fase de organização do negócio, e desde então vem ampliando sua estrutura, processos e capacidade de impacto. Além do aporte financeiro, a Tucum recebeu uma mentoria customizada e segue sendo acompanhada enquanto se consolida como uma microempresa B2C, ou seja, um negócio de pequeno porte que comercializa diretamente para o consumidor final.

 

Esse avanço acontece em um contexto em que mensurar impacto socioambiental na Amazônia é um desafio compartilhado por todo o ecossistema, devido à vastidão dos territórios e ao tempo necessário para mudanças reais. Ainda assim, o portfólio da AMAZ já demonstra resultados expressivos, com área total de influência estimada em 6,4 milhões de hectares e mais de 1.959 famílias impactadas. No portfólio da aceleradora, os 16 negócios ativos atuam na área de turismo, cosméticos, moda e arte, produtos alimentícios e ingredientes, agricultura e reflorestamento e logística.

 

ARTE E ATIVISMO CAMINHAM JUNTO

 

Para Washamani Mehinako, talentoso artista da aldeia Kaupuna – localizada no território do Alto Xingu, a inspiração vem da natureza e das tradições culturais de seu povo. Ele aprendeu com seu tio, Anapuatã Mehinako, a fazer peças, inspiradas nos animais, o que simboliza a profunda conexão espiritual e cultural do Povo Mehinako com a natureza. Além disso, Waxamani cria máscaras que representam o espírito da ararinha, guardiã dos rios e peixes. As telas são influenciadas pelas pinturas corporais, incorporando grafismos como escamas de peixe, olhos de peixes e borboletas, símbolos profundamente enraizados nas tradições Mehinako, especialmente em festas e rituais.

 

“Desde que conheci a Amanda, ela abraçou o meu trabalho e colocou minhas pinturas na loja. A Tucum me ajuda não só com as vendas, mas com divulgação, fazendo meu nome chegar mais longe. Ela abraça artes de muitos povos do Brasil, e eu estou no meio dessa rede. Espero que a parceria siga forte, para que minhas obras continuem viajando e chegando a mais pessoas”, declarou.

 

Ao longo desses 12 anos, a Tucum tem mostrado que arte e ativismo caminham lado a lado. Suas coleções, exposições, experiências e processos de formação são convites para repensar o consumo, a estética e a própria ideia de desenvolvimento, colocando os povos indígenas como protagonistas na construção de futuros mais diversos, plurais e possíveis.

 

Para a cofundadora Amanda Santana, esse marco reforça a essência da Tucum e o compromisso que a empresa construiu ao longo da sua trajetória ao lado dos povos indígenas da Amazônia e de outros territórios da floresta. Ela destaca que a missão da Tucum segue alinhada à urgência climática e ao papel central dos povos originários na defesa da vida.

 

Fotos:Divulgação

 

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“Há 12 anos, a Tucum celebra diariamente a Amazônia, valorizando e honrando os povos que mantêm nossa grande floresta de pé. Em um momento em que as mudanças climáticas se tornam cada vez mais urgentes, reconhecer, ouvir e caminhar ao lado dos guardiões da floresta é essencial para mitigar seus impactos. Essa é a missão da Tucum, pois entendemos a importância de nos tornarmos aliados das causas indígenas nos dias de hoje”, afirmou. 

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