Segundo Brito, sua cooptação pelos agentes teria começado no início de 2021, após sua prisão em Araçatuba por invadir o celular de um então prefeito
O hacker Patrick Brito, atualmente foragido na Sérvia, está em negociações com o Ministério Público Federal (MPF) para firmar um acordo de colaboração premiada no qual ele promete entregar detalhes de um suposto esquema de invasão de dispositivos e grampos ilegais envolvendo policiais civis em São Paulo.
Segundo Brito, sua cooptação pelos agentes teria começado no início de 2021, após sua prisão em Araçatuba por invadir o celular de um então prefeito. Ele afirma que um delegado teria oferecido um tipo de acordo extraoficial, no qual o hacker apoiaria investigações em troca de benefícios no seu processo incluindo a devolução do passaporte e pagamento em dinheiro.
De acordo com os documentos anexados ao processo, Brito passou a colaborar com policiais civis, sendo instruído a invadir celulares e levantar informações sigilosas para embasar inquéritos oficiais. Ele relata que recebia pagamentos por meio de envelopes deixados na casa de familiares ou por transferências bancárias.
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O suposto esquema teria incluído a invasão de dispositivos de investigados, conforme relatado pelo próprio hacker, com o objetivo de fortalecer argumentos para medidas restritivas decretadas pelas autoridades. Com os relatos de Brito, o MPF instaurou inquéritos sob sigilo na 5ª Vara Federal de Santos para apurar as denúncias e colher provas técnicas que atestem a autenticidade dos documentos apresentados.
Paralelamente à iniciativa da Procuradoria, investigações internas nas corregedorias estaduais teriam seguido caminhos distintos, com ao menos um procedimento interno arquivado sem novas diligências, segundo relatos.
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As negociações de delação e a apuração dos fatos seguem em curso, com autoridades tentando verificar a veracidade das afirmações de Brito e a possível participação de agentes públicos em irregularidades que, se comprovadas, configurariam graves infrações à lei e aos princípios que regem a atividade policial.