Haddad afirmou que a divulgação de documentos deve ocorrer antes do pleito de 2026 e defendeu que eleitores tenham tempo para analisá-los
O candidato ao governo de São Paulo Fernando Haddad (PT) defendeu o fim do sigilo das investigações relacionadas ao caso Banco Master e criticou a divulgação parcial de informações. Segundo ele, os documentos devem ser disponibilizados de forma ampla para que a população possa conhecer o conteúdo das apurações antes das eleições de 2026.
Haddad afirmou que a transparência é necessária diante dos chamados vazamentos seletivos, que, segundo ele, podem influenciar o debate político e eleitoral. O petista argumentou que o acesso completo aos documentos permitiria que eleitores e jornalistas analisassem as informações antes de tirar conclusões sobre os envolvidos.
A declaração ocorre em meio à disputa dentro do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a divulgação dos documentos do caso Master. O presidente da Corte, Edson Fachin, determinou o levantamento do sigilo, enquanto o ministro André Mendonça liberou parte dos processos e manteve sob restrição trechos que, segundo ele, ainda poderiam comprometer diligências.
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A decisão provocou críticas de outros ministros e da Procuradoria-Geral da República. A PGR afirmou que 18 ações ainda permaneciam sob sigilo, enquanto Mendonça negou ter omitido documentos e declarou que havia liberado o material que estava disponível para divulgação. O ministro Alexandre de Moraes também defendeu o acesso integral às informações.
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Haddad afirmou ainda que a divulgação completa ajudaria a esclarecer quem aparece nas investigações e quais são as circunstâncias de cada envolvimento. O caso Master ganhou repercussão política após documentos da Polícia Federal e mensagens envolvendo autoridades e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro serem incorporados às discussões sobre a investigação.