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Haddad diz que 'conversas estão evoluindo' e que pode viajar com Alckmin para os EUA para negociar tarifaço
Foto: Reprodução

Ministro da Fazenda reafirmou que as negociações seguirão mesmo após esta sexta, quando tarifas devem entrar em vigor

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nesta quarta-feira que as negociações com o governo do presidente Donald Trump sobre o tarifaço imposto sobre produtos brasileiros estão evoluindo nesta semana. Segundo Haddad, ele e o vice-presidente Geraldo Alckmin podem viajar para os Estados Unidos para discutir com autoridades americanas, caso haja uma "agenda estruturada".

 

As medidas estão previstas para entrar em vigor nesta sexta-feira, 1º de agosto. Haddad, no entanto, reiterou que, para o governo brasileiro, isso não siginficará o fim das negociações em torno da retirada de tarifas.

 

— O (vice) presidente Alckmin, como eu tenho dito, tem mantido relações, uma comunicação com a sua contraparte. As conversas estão evoluindo, e na minha opinião, vão continuar evoluindo, independentemente da decisão que for tomada dia 1º, ela não vai significar o fim. É o começo de uma conversa.

 

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Ao ser questionado se ele e Alckmin podem viajar para Washington para negociar diretamente com autoridades do governo dos EUA, Haddad respondeu que sim, mas que isso ainda depende de uma "agenda estruturada".

 

— Assim que tiver uma agenda estruturada, sim. Eu já estive na Califórnia com o secretário Bessent, tenho tentado contato com ele, ele está na Europa, fechando acordos, A assessoria dele pediu um pouco de paciência em função das reuniões que ele está tendo, mas disse que, ao regressar aos Estados Unidos, haveria possibilidade de um novo encontro — disse o ministro Haddad na entrada do Ministério da Fazenda.

 

IMPASSE


A sobretaxa de 50% sobre as exportações de todos os produtos brasileiro deve entrar em vigor nesta sexta-feira. O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ainda aguarda acenos de Washington para que seja aberta uma negociação formal para um acordo entre Brasil e Estados Unidos.

 

Como mostrou o GLOBO, interlocutores que acompanham o impasse relatam que o ideal é que o representante comercial da Casa Branca, Jamieson Greer, dê um passo à frente e volte a conversar com o governo brasileiro. Apesar das recentes conversas entre o vice-presidente Geraldo Alckmin e o secretário americano de Comércio, Howard Lutnick, é Greer o principal responsável pela costura de acordos internacionais.

 

PLANO DE CONTNGÊNCIA


Diante do impasse, o governo já prepara um plano de contingência para ajudar os setores que devem ser afetados pelo tarifaço. Segundo interlocutores, caso a sobretaxa de 50% se torne realidade a partir de sexta-feira, é bastante provável a criação de um programa de manutenção de empregos, similar ao que foi adotado na pandemia de Covid-19.

 

A ideia é que a medida seja mais localizada do que a da pandemia e possibilite que as empresas se estruturem para buscar novos mercados, por exemplo. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, sinalizou ontem que uma medida para segurar as vagas de trabalho está no “cardápio de opções” que foi apresentado ao presidente Lula, mas que o petista ainda não havia definido qual seria a estratégia escolhida.

 

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— Entre os vários cenários, há um que estabelece algo assim... mas não sei qual cenário o presidente vai escolher, por isso não posso adiantar as medidas que serão anunciadas por ele. Quem vai decidir a escala, montagem, oportunidade e conveniência é o presidente — afirmou. 

 

Fonte: O Globo

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