O ministro da Fazenda, Fernando Haddad
O ministro Fernando Haddad vai deixar o ministério ainda neste mês. Ele acha que é importante que quem for escolhido assuma já e possa desenvolver o trabalho durante o ano inteiro, tratando de todas as questões orçamentárias e fiscais. O ministro disse que vai conversar com o presidente Lula para decidir a data.
Em entrevista que me concedeu na manhã desta quarta-feira, em Brasília, e que vai ao ar às 23h30 na GloboNews, perguntei se será Dario Durigan, atual secretário-executivo do ministério, o seu substituto, e Haddad disse que sempre promoveu a equipe, que considera ótima, deixando claro que vai torcer por Durigan.
Questionei Haddad sobre como o novo ministro vai conseguir conter a pressão fiscal, sempre maior em ano eleitoral, ponderando que ele tem um trânsito direto com o Palácio do Planalto, no gabinete do presidente Lula, e a resposta foi que Dario Durigan também tem muito trânsito na Esplanada, reforçando o nome do secretário como seu sucessor no Ministério da Fazenda.
Veja também
.jpeg)
Defesa afirma que Vorcaro colabora com as investigações após operação do STF
Turismo brasileiro fatura R$ 185 bilhões em 2025 e bate recorde histórico
Haddad disse ainda não acreditar que o governo terá problemas com o Congresso pelo veto dos R$ 11 bilhões em emendas. Ele diz que os parlamentares vão entender, pelo fato de o Congresso ter aprovado uma lei complementar estabelecendo um limite para as emendas, e esse limite não pode ser desrespeitado. Se for R$ 61 bilhões, como foi incluído no Orçamento, descumpre-se a regra. E qual é o limite? É o limite do crescimento das despesas discricionárias, e quem está decidindo qual é o valor exato é o Ministério do Planejamento. A ministra Simone Tebet, disse Haddad, está, neste momento, fazendo esse cálculo.
Curtiu? Siga o PORTAL DO ZACARIAS no Facebook, Twitter e no Instagram.
Entre no nosso Grupo de WhatApp, Canal e Telegram
Em resposta a quem diz que a administração foi boa em vários pontos, mas que a questão fiscal deixou a desejar, o ministro afirma ter reduzido em 70% o déficit público que recebeu e apresenta os números.