Infecção pode permanecer assintomática por anos, o que reforça necessidade de rastreamento
A hepatite C pode ser curada em mais de 95% dos casos graças aos antivirais de ação direta disponíveis atualmente. Apesar desse avanço, o maior desafio continua sendo identificar as pessoas infectadas, já que a doença costuma evoluir de forma silenciosa por anos ou até décadas, sem apresentar sintomas.
Especialistas alertam que muitos pacientes só descobrem a infecção quando já desenvolveram complicações graves, como cirrose ou câncer de fígado. Por isso, ampliar a testagem é considerado essencial para interromper a transmissão do vírus e iniciar o tratamento antes que ocorram danos permanentes ao fígado.
A transmissão da hepatite C ocorre principalmente pelo contato com sangue contaminado, como no compartilhamento de seringas e objetos perfurocortantes ou em transfusões realizadas antes da adoção de testes rigorosos. Em menor frequência, também pode acontecer por via sexual ou da mãe para o bebê durante a gestação ou o parto.
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O tratamento é feito com medicamentos antivirais administrados por via oral durante, em geral, oito a doze semanas. Além de eliminar o vírus, a terapia reduz significativamente o risco de cirrose, insuficiência hepática e câncer no fígado, desde que a doença seja diagnosticada precocemente.
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Especialistas reforçam que pessoas que receberam transfusões de sangue antes de 1992, usuários de drogas injetáveis, profissionais expostos a sangue e indivíduos com outros fatores de risco devem realizar o teste. Como a infecção costuma ser silenciosa, o diagnóstico precoce continua sendo a principal ferramenta para ampliar as chances de cura e evitar complicações.