Excesso de álcool causa inflamações silenciosas no fígado. Saiba sinais, cuidados imediatos e quando buscar avaliação médica
Ingerir mais álcool do que o habitual, mesmo que só em uma noite, já pode mexer com o fígado. O órgão reage rápido ao excesso, e os efeitos podem ultrapassar a ressaca. Em quem tem gordura no fígado, hepatites ou síndrome metabólica, essa resposta costuma ser ainda mais forte.
Mesmo que o fígado tenha uma grande capacidade de regeneração, ele não fica livre de agressões que são repetidas. Muitas vezes, o corpo nem dá sinais imediatos, o que facilita o acúmulo de danos. Por isso, entender como a ressaca começa e o que fazer depois de exagerar ajuda a evitar problemas maiores.
Depois de ingerir quantidades grandes de álcool, alguns sintomas podem indicar que o fígado está reagindo ao excesso. Especialistas ouvidos pelo Metrópoles listam os sinais mais frequentes. Dentre eles, destacam-se:
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Mal-estar que não melhora ao longo do dia.
Náuseas persistentes.
Dor ou peso no lado direito do abdome.
Cansaço fora do normal.
Urina muito escura.
Olhos levemente amarelados.Além dos sintomas, exames de sangue podem mostrar alterações como aumento de TGO, TGP e GGT, que indicam lesão nas células do fígado. Em casos mais complicados, a bilirrubina e a ferritina também podem se elevar, sinalizando dificuldade do organismo para lidar com o álcool.
Depois de um episódio de excesso, o primeiro passo é parar totalmente de beber e priorizar hábitos que ajudam o corpo a se recuperar. Os principais cuidados que devem ser tomados são:
Suspender o álcool imediatamente.
Beber bastante água ao longo do dia.
Fazer refeições leves, com carboidratos complexos, proteínas magras e vitaminas do complexo B.
Incluir alimentos antioxidantes, que ajudam o organismo a processar as substâncias tóxicas.
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Descansar, evitando esforço físico intenso.Suplementos não substituem esses cuidados. Substâncias como silimarina e produtos vendidos como “detox” não revertem os danos e não aceleram a recuperação. Caso os sintomas persistam por mais de 24 a 48 horas, é recomendado buscar avaliação médica.
Fonte: Metrópoles