Levantamento aponta maior frequência média de uso de UTI e de custo de tratamento no SUS devido à doença, apesar da média baixa de casos
A infecção neonatal pelo vírus herpes simples está entre as condições mais graves que podem atingir recém-nascidos e, apesar de rara, é a que mais prolonga a permanência de bebês em unidades de terapia intensiva no Brasil.
Segundo um levantamento realizado com base em internações do Sistema Único de Saúde (SUS), a herpes congênita exige internações mais longas do que outras infecções transmitidas da mãe para o bebê, como sífilis e toxoplasmose, além de apresentar maior custo médio de tratamento hospitalar.
A transmissão pode ocorrer durante a gestação ou no momento do parto, especialmente quando a mãe apresenta infecção ativa. Nos recém-nascidos, a doença tende a ser grave, podendo atingir múltiplos órgãos e o sistema nervoso central.
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Os sintomas incluem lesões na pele, febre ou hipotermia, irritabilidade, dificuldade de alimentação, convulsões e sinais de comprometimento geral do organismo. Em muitos casos, a evolução exige internação prolongada em UTI neonatal e uso de antivirais potentes.
O estudo também aponta que, embora o número de casos seja relativamente baixo, o impacto no sistema de saúde é elevado, tanto pela ocupação de leitos quanto pelo custo do tratamento.
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Especialistas reforçam que o diagnóstico precoce é fundamental para reduzir complicações e risco de morte, já que o início rápido da terapia antiviral melhora significativamente o prognóstico dos bebês afetados.