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Condenado por uma série de crimes violentos em Guarulhos, na Grande São Paulo, Leandro Basílio Rodrigues, conhecido como Maníaco de Guarulhos, continua tendo sua situação prisional acompanhada pela Justiça. Embora a pena aplicada ultrapasse 161 anos de reclusão, o histórico de faltas graves dentro do sistema penitenciário pode influenciar diretamente o acesso a benefícios e a progressão de regime.
Uma das ocorrências mais graves registradas contra o detento ocorreu em março de 2019, durante um dia de visitas na Penitenciária Dr. Antônio de Souza Netto, em Sorocaba. Segundo documentos do procedimento disciplinar, uma visitante denunciou uma tentativa de violência sexual praticada por Leandro dentro da unidade prisional.
De acordo com o relato apresentado à polícia, a mulher estava acompanhada do companheiro e do filho quando foi chamada até um banheiro da cela. Ela afirmou que o preso tentou constrangê-la e forçá-la a manter relações sexuais, chegando a segurá-la e tocar partes íntimas de seu corpo. O companheiro da vítima teria interferido para impedir a ação.
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Após a apuração interna, a direção do presídio classificou o episódio como falta grave e aplicou sanções disciplinares, incluindo isolamento e registro de conduta carcerária negativa, fator que pode impactar futuras análises judiciais relacionadas ao cumprimento da pena.
Outro registro disciplinar ocorreu em novembro de 2017, quando Leandro teria se recusado a cumprir ordens durante uma revista geral realizada na Penitenciária José Parada Neto, em Guarulhos. O comportamento foi enquadrado como falta grave e resultou em punição administrativa.
Embora essas ocorrências não aumentem a condenação originalmente imposta pela Justiça, elas podem reiniciar prazos para obtenção de benefícios previstos na execução penal, tornando mais lenta a evolução do preso dentro do sistema carcerário.
Atualmente, Leandro cumpre pena por homicídios, estupros, roubos e outros crimes cometidos em Guarulhos. Entre os casos mais conhecidos está o assassinato de Gisele Cabral de Souza, que, segundo a investigação, foi vítima de violência sexual antes de ser morta por asfixia.
A soma das condenações chega a 161 anos e três meses de prisão. No entanto, pelas regras vigentes à época dos fatos, o cálculo da execução penal considera um limite máximo de cumprimento. Ainda assim, a previsão atual indica que o condenado permanecerá preso por vários anos.
Recentemente, o processo voltou a registrar movimentações após uma nova transferência de unidade prisional. Com isso, a execução da pena passou a ser acompanhada pelo setor responsável pela penitenciária onde ele está atualmente custodiado.
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A Justiça continua monitorando o histórico disciplinar do detento, uma vez que as faltas graves podem influenciar decisões futuras sobre benefícios, progressão de regime e demais etapas do cumprimento da pena.