Autoridades de saúde locais relataram um aumento nas infecções por metapneumovírus humano entre crianças e adolescentes de até 14 anos
O aumento das infecções pelo metapneumovírus humano (HMPV) entre crianças e adolescentes de até 14 anos na China trouxe à tona discussões sobre mudanças no padrão de transmissão de doenças respiratórias. Segundo Kan Biao, chefe do Instituto Nacional de Controle e Prevenção de Doenças Transmissíveis do CDC da China, "a taxa de infecções por HMPV entre crianças e adolescentes está aumentando".
A declaração, divulgada pelo China Daily em 27 de dezembro, destaca que, embora o crescimento nos casos seja evidente, ainda não se sabe ao certo a escala ou a causa desse aumento.
Especialistas como Andrew Easton, professor de virologia da Universidade de Warwick, no Reino Unido, acompanham a situação com atenção. “O HMPV foi reconhecido como um problema significativo na população em risco em todo o mundo desde a virada do século, quando foi descoberto pela primeira vez”, afirmou Easton ao site especializado Live Science. Apesar disso, ele destaca que o risco geral "não mudou significativamente nos últimos quase 25 anos".
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Para Easton, o foco deve ser entender as causas desse aumento. “Uma mudança na incidência ou no padrão de uma infecção é sempre preocupante", diz ele. “É importante ser capaz de detectar mudanças nos padrões de infecção e depois identificar quais são as causas potenciais. [Devemos] avaliar se é uma mudança no comportamento das pessoas infectadas que levou ao aumento da exposição ou se é uma mudança no vírus que levou ao aumento do número de indivíduos infectados”.
O virologista também considera improvável que mutações no HMPV sejam a principal causa do surto. No entanto, ele enfatiza a necessidade de testes adicionais do código genético do vírus para excluir essa hipótese.
Descoberto em 2001, o HMPV pertence à mesma família do vírus sincicial respiratório (RSV). Ele pode causar sintomas como tosse, febre, nariz entupido e falta de ar, que, em casos mais graves, podem evoluir para bronquite ou pneumonia. Crianças pequenas, idosos e pessoas imunocomprometidas são especialmente vulneráveis.
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De acordo com os Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA (CDC), ainda não há vacinas ou tratamentos antivirais específicos para o HMPV. O tratamento é de suporte, focando no alívio dos sintomas e na estabilização do paciente.
Fonte:O Globo