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Homem acorda no hospital com metade da cabeça removida após queda no metrô
Foto: Reprodução | Facebook e Headway/Alistair Wallace

Britânico sofreu hemorragia cerebral grave depois de escorregar em escada de estação; cirurgia de emergência retirou parte do osso para aliviar pressão no cérebro

Um homem britânico relatou ter acordado no hospital com “metade da cabeça faltando” após sofrer uma queda enquanto corria para pegar o metrô em Londres. O acidente, ocorrido na estação Oxford Circus, provocou uma hemorragia cerebral grave que exigiu intervenção cirúrgica imediata. Alastair Wallace, então com 46 anos, escorregou em uma escada ao usar sapatos de sola lisa e caiu enquanto se apressava para embarcar no metrô.

 

No hospital, Wallace foi diagnosticado com hemorragia subaracnóidea, um tipo raro e potencialmente fatal de AVC causado por sangramento na superfície do cérebro. Para reduzir a pressão intracraniana, os médicos realizaram uma craniectomia, removendo parte do crânio, e o colocaram em coma induzido. Ao despertar, ele descobriu que o lado direito do crânio havia sido retirado, ficando apenas pele e cabelo cobrindo o cérebro.

 

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Após oito dias internado, Wallace recebeu alta, mas precisou usar um capacete de proteção até a implantação de uma prótese craniana feita sob medida com tecnologia 3D. Mesmo em recuperação, manteve atividades sociais, chegando a ir a um encontro romântico usando o capacete, episódio que terminou em noivado. Meses depois, enfrentou complicações como vazamento de líquido cerebrospinal, necessitando novos procedimentos médicos, incluindo a instalação de uma válvula de drenagem.

 

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Hoje, aos 52 anos, Wallace convive com algumas sequelas, como perda parcial do olfato e limitações nos movimentos faciais, mas leva uma vida próxima do normal. Ele também passou a compartilhar sua experiência em palestras, enfatizando a importância do apoio emocional na recuperação. A hemorragia subaracnóidea é uma condição grave, com alta taxa de mortalidade: cerca de 30% dos pacientes morrem antes de chegar ao hospital, e outros 25% não sobrevivem nas primeiras 24 horas. 

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