O ex-companheiro já foi denunciado, a vítima fez exame de corpo de delito, e a polícia dá andamento à investigação do caso
Uma mulher que não teve o nome divulgado, por medida de segurança pessoal, denunciou, na última quinta-feira, que foi vítima de cárcere privado, agressões morais, físicas e outros maus-tratos no último final de semana.
No depoimento, a vítima denuncia que todo o drama e a violência que sofreu, em uma residência no bairro Compensa, Zona Oeste, foram cometidos pelo ex-companheiro e pela mãe dele.
A vítima revela que está separada há mais de um ano e que, nesse período, mesmo diante de sua recusa, vem recebendo constantes abordagens do ex-companheiro, pedindo que reatem o relacionamento.
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As promessas do homem vinham sendo de que deixou de ser agressivo, mudou completamente o comportamento possessivo e fez promessas de nunca mais praticar espancamentos ou ofensas morais.
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Ex-sogra também foi acusada de
participar dos espancamentos
Tudo isso, pelo jeito, eram mentiras, porque, no final de semana, depois de aceitar o pedido do ex-companheiro para ir à sua casa conversar e tentar, finalmente, um entendimento, a mulher alega que viveu os piores momentos de sua vida.
Na denúncia, que já está formalizada na Delegacia de Polícia, a mulher também acusa a ex-sogra, que, em dado momento do cárcere privado e das agressões, teria ajudado o filho. Segundo a vítima, foi usado até mesmo um fio elétrico no espancamento.
O ex-companheiro teria ficado completamente transtornado e violento quando tomou o celular das mãos da ex e viu mensagens de WhatsApp dela com outros homens, todos do círculo de amizades da vítima.
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Caso está registrado preliminarmente no 8º DIP
A mulher revela que só conseguiu fugir do cárcere privado quando correu para a varanda da casa, agarrou-se em algumas grades, desceu para a rua e foi embora às pressas do local, onde passou horas sendo agredida pelo filho e pela mãe.
A mulher ficou com hematomas em várias partes do corpo devido às agressões sofridas. O depoimento foi prestado no 8º Distrito Integrado de Polícia (DIP), e ela já fez exame de corpo de delito no Instituto Médico Legal (IML).
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Corpo da mulher está repleto de hematomas que
comprovam a violenta agressão
(Fotos: Divulgação)
A investigação está em andamento e, dependendo da gravidade dos fatos, o caso pode evoluir de lesão corporal e cárcere privado para tentativa de feminicídio, na qual o filho e a mãe, acusados, podem responder ao processo criminal.
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Não há informações sobre os novos procedimentos investigativos que a polícia está adotando. No entanto, existe a possibilidade de a prisão preventiva do ex-companheiro acusado ser solicitada à Justiça nas próximas horas.