Investigação aponta que o crime ocorreu após desentendimento entre o professor e o suspeito, que já tinham mantido um relacionamento
O caso do professor de zumba encontrado morto em uma cova rasa no Acre ganhou contornos ainda mais chocantes após a confissão do principal suspeito.
Em depoimento à polícia, Victor Oliveira da Silva, de 27 anos, afirmou que matou o professor Reginaldo Silva Corrêa, conhecido como Reggis, e dormiu com o corpo dentro do quarto na noite seguinte ao crime.
Segundo a investigação, Reginaldo estava desaparecido havia seis dias até ser encontrado sem vida em Epitaciolândia, na última quarta-feira (1º).
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O suspeito, monitorado pela Justiça, teve a prisão preventiva decretada. Já a vizinha dele, Marijane Maffi, apontada como cúmplice, segue presa por não pagar a fiança de R$ 10 mil.
COMO ACONTECEU O CRIME
De acordo com o depoimento de Victor, ele manteve um relacionamento com o professor e, na noite de 25 de setembro, chamou a vítima até sua casa para convencê-lo a retomar o vínculo. No entanto, Reginaldo não quis reatar a relação, o que teria levado a uma discussão.
Durante a briga, Victor aplicou um “mata-leão” no professor, que desmaiou. O suspeito disse acreditar que Reginaldo estava apenas desacordado, mas logo percebeu que ele não tinha mais batimentos cardíacos. O corpo permaneceu no quarto do investigado até a manhã seguinte.
“Na minha cabeça eu só tinha a intenção de me livrar daquilo ali”, relatou Victor em seu depoimento.
TENTATIVA DE OCULTAR O CRIME COM AJUDA DE VIZINHA
Cerca de 30 minutos após o assassinato, Victor contou com a ajuda da vizinha, Marijane, para se desfazer do carro da vítima.
Ele alegou a ela que estava vendendo o veículo para um comprador na Bolívia e pediu que a mulher levasse o automóvel.
Na manhã seguinte, Victor pegou ferramentas emprestadas justamente na casa da vizinha e, sozinho, abriu uma cova rasa em um terreno próximo para enterrar o corpo.
O carro de Reginaldo foi localizado no dia 30 de setembro em um ramal perto de Villa Rosário, a 16 km de Cobija, já na fronteira com a Bolívia.
PRISÕES E INVESTIGAÇÃO
Victor e Marijane foram presos em flagrante no dia em que o corpo foi encontrado. Em audiência de custódia, a Justiça decretou a prisão preventiva dele.
Já a vizinha teve a liberdade provisória concedida mediante fiança, mas segue detida por não ter pago os R$ 10 mil estabelecidos.
De acordo com a Polícia Civil, os dois devem ser transferidos para Rio Branco. A investigação segue em andamento.
COMOÇÃO E DESPEDIDA
Natural de Cuiabá, Reginaldo tinha 44 anos e atuava como professor de zumba e agente do Sebrae no Acre. O crime gerou forte comoção em Epitaciolândia e Brasiléia, cidades onde ele morava e trabalhava.
Amigos, familiares e instituições prestaram homenagens, destacando sua dedicação à filha de apenas 6 anos. O corpo foi sepultado na sexta-feira (3), sob forte comoção.
“Quem o conheceu sabe que ele era um ser humano único. Era um super pai que amava a filha mais que tudo nessa vida. É uma perda irreparável”, disse a amiga Sâmia Valéria Passigatti.
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Prefeituras, entidades culturais e associações comerciais também manifestaram pesar pela morte do professor, lembrado por sua trajetória profissional e carisma.
Fonte:Portal Norte