O caso foi divulgado pela polícia regional e chamou atenção pela criatividade e pelo risco assumido do marido
Um morador de Krasnoyarsk, na Rússia, decidiu recorrer a uma mentira elaborada para fugir de um compromisso indesejado: acompanhar a esposa em um dia de compras. O homem, de 24 anos, simulou o roubo do próprio carro e acabou condenado por denúncia falsa às autoridades. O caso foi divulgado pela polícia regional e chamou atenção pela criatividade e pelo risco assumido.
O episódio ocorreu em abril deste ano, mas revelado apenas em outubro. A esposa do acusado procurou a polícia local afirmando que o automóvel da família, um Toyota Corolla, havia sido levado do estacionamento em frente à residência do casal. Horas depois, a mulher voltou a contatar as autoridades relatando que o carro fora encontrado abandonado em uma área chamada Ilha do Descanso, às margens do rio Yenisei.
No local, os agentes verificaram sinais que reforçavam a hipótese de furto: o miolo da ignição estava danificado, o porta-malas apresentava marcas de tentativa de arrombamento e até uma jaqueta desconhecida havia sido deixada sobre o capô, o que parecia indicar a presença de ladrões. Diante disso, foi aberto um inquérito por apropriação indevida de veículo.
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Durante as investigações, porém, a história começou a apresentar inconsistências. Mesmo advertido sobre as consequências de prestar falso testemunho, o proprietário insistia que havia sido vítima de um roubo. Policiais, desconfiados, realizaram diligências e cruzaram informações que acabaram desmontando a farsa.
A apuração revelou que o próprio homem havia dirigido até a ilha e deixado o carro lá de propósito, danificando-o para tornar a encenação mais convincente. Segundo as autoridades, ele confessou que o motivo da simulação era simplesmente não precisar acompanhar a esposa em um longo dia de compras.
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O tribunal distrital de Krasnoyarsk o considerou culpado pelo crime de denúncia intencionalmente falsa. Apesar de ser réu primário, o homem foi condenado a pagar uma multa de 50 mil rublos (cerca de R$ 3 mil) e permanece sob termo de compromisso de não deixar a cidade.
Fonte: BBC