Órgão havia sido testado para HIV e hepatite, mas não para a doença transmitida por um gambá
Um homem morreu nos Estados Unidos após receber um transplante de rim contaminado com o vírus da raiva. O caso, considerado extremamente raro, acendeu um alerta entre especialistas sobre os riscos de transmissão da doença por meio da doação de órgãos.
Segundo informações do Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC), o paciente recebeu o órgão em dezembro de 2024. Na época, exames realizados durante a triagem não identificaram sinais de infecção no doador.
A investigação apontou posteriormente que o doador havia sido arranhado por um animal silvestre infectado dias antes de morrer. O detalhe não foi considerado um fator de risco durante a avaliação médica inicial.
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Cerca de 51 dias após o transplante, o receptor começou a apresentar sintomas neurológicos graves. Exames confirmaram a presença do vírus da raiva no rim transplantado, comprovando que a infecção foi transmitida pelo órgão recebido. O paciente não resistiu e morreu pouco tempo depois.
Outras três pessoas também receberam tecidos do mesmo doador, no caso córneas. Como medida de segurança, os médicos removeram os enxertos e iniciaram tratamento preventivo contra a doença. Nenhuma delas apresentou sintomas.
Especialistas explicam que a transmissão da raiva por transplantes é extremamente incomum, mas já foi registrada em outros casos ao redor do mundo. A doença é considerada quase sempre fatal após o surgimento dos sintomas.
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O episódio reforçou o debate sobre a necessidade de ampliar a investigação de possíveis exposições a animais silvestres durante o processo de avaliação de doadores de órgãos.